Voltei. Estou perdoado? Parei de escrever. Afastei-me. Como se fugisse. E fugia…

Dela, das sensações, das recordações, de tudo… Dela, da escrita…

Tinha a certeza de que isso iria “resolver”. Não resolveu. Agora, semanas passadas, em que desperdicei palavras, em que conheci outras frases que me disseram: “Volta, estás perdoado.”, tendo eu fugido, voltei…

Atraem-me os métodos de fuga, de (re)descoberta!

Vi este tempo como um momento de crise.

Explorei o meu espírito… gerador de disparidades, um espírito momentaneamente desequilibrado! Ligado a um corpo territorial, acidentado, precisado de “acessos”!

Do que escrevo? Da medida transitória da identidade.

Porque não há nada mais fatídico do que esquecermos a verdade da nossa própria identidade fui à procura de um sentido que me devolvesse uma presença na escrita.

Por isso, voltei. Estou perdoado?

Fotografia de capa por The Last Moorish King

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Olavo Nóbrega

Ator e encenador
Ator, mas também encenador. Orienta (de)formações em expressão dramática. Gosta de conhecer pessoas. Não come carne.

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