Por formação e convicções, nutro sempre o maior respeito por todas as pessoas, grupos, associações ou qualquer grupo de interesses e objectivos claramente visíveis e expressos. Também por princípio e convicção sinto-me desobrigado deste respeito quando o objecto não se respeita a si próprio. Quem não gosta de si e não se auto-respeita, não o pode fazer para com o os outros. Assiste-me pois nestes casos juntar ao desrespeito, sentimentos de repulsa e desprezo.

A política é um dos campos, como todos os outros, onde estes sentimentos e observação de princípios tem especial relevância. A Política – a Nobre Política – é um serviço! A baixa política, é um nojo executada por pessoas e grupos que dela tiram partido, abusando das leis e dos eleitores que os elegem. As leis são feitas pelos próprios políticos, por eles executadas e por eles alteradas…

Política sem ética, é crime. Usar as leis para contornar a ética, é próprio de quem não tem condições para ser aceite com credibilidade e confiabilidade; tal e qual os ladrões simpáticos, e de colarinho branco que usam da artimanhas e do bem falar para consumar os seus actos nefastos e criminosos.

Tivemos recentemente eleições legislativas, e confesso que não me deixei perturbar pelo ruído, confusão, mentira, indecisões, imprecisões e tudo o mais que a época propícia. infelizmente assim é! Pois o que deveria servir para elucidar, serve para enganar, ludibriar, tudo dito com gestos e tom de voz ensaiados.

Porém, quem estiver atento ao discurso, à expressão facial,aos gestos e olhos vê que o tilintar da moeda é falso. Quem a isto estiver atento não se deixa enganar –… como o algodão…

Fui tirando as minhas conclusões, não só na campanha, mas já desde há muito tempo e não precisei do “dia de reflexão” para saber o que queria. Confesso que jamais percebi o tal dia de reflexão! Se em determinados países não existe, e noutros a proibição de manifestações e propaganda um mês antes do escrutínio, em Portugal é de lei igualmente não fazer convites ao voto nem na véspera, nem no próprio dia do acto eleitoral. Como será mais que óbvio…

E diz a lei também que será punido quem o fizer. Julgo porém que deve haver excepções que eu desconheço,… pois já vi um ex-Presidente da República apelar ao voto do filho no dia das eleições junto às urnas… e agora um líder partidário concorrente,…apelar no acto eleitoral, ao voto do seu partido!…

No fim dos actos eleitorais, como é óbvio, há vencedores e vencidos. Este ano porém, contrariando a lógica matemática da coisa, todos se declararam vencedores?!

E daí começar a pensar: Se o dia de reflexão foi para mim um dia normal, sem angústias existenciais, reservei então para pensar no que estaria errado, sob o ponto de vista matemático… e ético nesta euforia post eleitoral dos partidos derrotados! Rejubilar a aclamar vitória quando se chega depois do primeiro só na Estupidolandia ou até na Malucolandia…

E o não assumir a derrota e tirar as devidas conclusões, só em Patifolandia ou Ignobilolandia…, locais pouco recomendáveis para pessoas honestas, decentes e honradas. Estes episódios só podiam resultar para quem anseia gananciosamente o poder pelo poder e sem qualquer espécie de escrúpulos.

Na reflexão que fiz, acabei por não achar surpresa nesta falta de ética e auto respeito. É que quem se não respeita jamais o poderá fazer a outrem!

Era afinal protagonizado por quem, canalhamente, havia apunhalado pelas costas um seu
camarada de armas para ocupar o seu lugar!… Política sem ética é canalhice!

A hipocrisia nunca é saudável! Em Política muito menos! Os lesados são sempre quem que os agentes políticos juraram servir.

Sejamos claros: De certas políticas e de agentes políticos nunca fui fã.

A quem quer fazer passar os outros por estúpidos, para poder executar os seus planos ascorosos, que se desrespeita, para melhor servir os seus fins não respeito! Tudo o que deles penso, dispenso-me de o nomear agora! Para não ferir ouvidos delicados.

O líder do maior partido da oposição, abandalhou princípios éticos e de confiança. Cabe aos seus camaradas tomar as decisões que entenderem em relação à sua conduta ,se querem repor princípios éticos e de confiança que o seu Partido tem merecido e os Portugueses merecem

Mas atenção: A cristal partido,o destino é sempre o lixo. Quanto mais o reles “pexisbec”…

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Mendes Ferreira

Ortopedista e Médico do Trabalho
Médico Especialista Cirurgia Ortopedia e Traumatológica; Assistente Hospital Universidade de Coimbra; Médico Hospital de Faro e Setúbal; Médico do Trabalho em diversas Organizações e Empresas; Clínica Privada em Lisboa e Setúbal. Actualmente gozando a sua reforma, faz o que lhe dá na gana, já que a sua activa vida não lhe concedia tempo, diversificando actividades e atenção , acabando...por não ter tempo para fazer tudo aquilo que gostaria de fazer...

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