Quem lê atentamente e com algum cuidado as crónicas que, semanalmente, aqui vou trazendo, compreende com facilidade qual a razão de ser deste título. Na verdade, paulatinamente, tenho chamado a atenção e trazido à colação alguns aspetos que me parecem vir a contribuir para a péssima imagem que temos deixado neste primeiro terço do campeonato que está prestes a chegar ao fim com um último desafio de grau de dificuldade bastante elevado chamado Sporting Clube de Braga e com o nosso treinador, como já vi escrito, no “fio da navalha”.

   

Não fico espantado nem sequer admirado com as notícias do descontentamento da SAD do meu Clube que, certamente, está degradada não só com resultados que são um descalabro, como também com as performances dos nossos atletas que são, na verdade, preocupantes em função dos objetivos que se pretendem alcançar.

   

Acresce que, um percalço nesta fase (descida de divisão) pode significar uma queda num abismo fatal para que o Clube resista e sobreviva com os problemas que já tem, independentemente do louvável esforço que os dirigentes têm feito para que as coisas corram bem.

   

Só que, sofremos derrotas incríveis como foi o caso da última no reduto do Arouca que, como já escrevi, deveríamos ter pontuado no despique direto o que, ao não acontecer, nos volta a pôr mais perto da linha de água com as inevitáveis consequências no estado de espírito dos jogadores, porque já perceberam que estão só a uns curtos 3 pontos do antepenúltimo e a 5 do último.

   

E, sinceramente, com todo o respeito, também eu não consigo alcançar quais as razões que justificam tantas alterações na equipa base em cada um dos jogos porque, em bom rigor, há muita rotação dos atletas o que não facilita um bom entrosamento nem, por vezes, uma boa ligação entre setores. Aliás, custa-me a compreender, ainda que goste muito do Ricardo Batista (é do meu tempo de Presidente e fui eu que permiti que fosse para Inglaterra), porque é que o Lukas Reader voltou ao banco dos suplentes depois do excelente desempenho que teve com o Moreirense sendo certo que esta gestão terá deixado, como não podia deixar de ser, o atleta surpreendido e desagradado dando-lhe motivos para dizer (como já o fez) que quer jogar e, tal não acontecendo, prefere sair.

   

Considerando o referido, é evidente que percebo a atitude do Presidente em ir ao balneário após mais um desaire e chamar a atenção dos profissionais do clube para o trabalho que vêm desenvolvendo em função do brio e dignidade que devem ter. Fernando Oliveira é um homem do futebol que foi, igualmente, atleta e, desta forma, tem experiência profissional suficiente para perceber o que se está a passar alertando para os perigos que o VFC corre caso o navio naufrague e, certamente, saberá quais as medidas a tomar na defesa dos interesses do clube porque também ele está, evidentemente, apreensivo com o que vem acontecendo.

   

É claro que o próximo jogo do Campeonato não vem na melhor altura pelo adversário que se segue mas nunca se sabe quando um abanão poderá dar o resultado desejado. Por mim, tenho esperança que resulte ainda que, conscientemente, entenda que será muito difícil até porque este Braga está a jogar muito bem e com raça à semelhança do seu treinador.

   

Só que, em futebol tudo pode acontecer e, como tal, estou expetante para ver o que se irá passar até para afastar algumas dúvidas que ainda me assaltam. E, pode ser que a Taça da Liga ajude ainda que eu não consiga debruçar-me sobre esse jogo porque as crónicas têm de seguir para publicação o mais tardar às 4ªs feiras, o que inviabiliza esperar pelo jogo e resultado tendo em conta que este se disputa à noite.

   

Uma nota final para a contratação de Suk que me parece um avançado interessante e que teve, sem dúvida, uma boa escola de aprendizagem – a holandesa – onde jogou no Groninger e no clube referência neste país – o Ajax. Oxalá, nos dê muitas alegrias e justifique o investimento porque, ao que li, o contrato tem uma duração acima do normal para o que o Vitória costuma fazer – 3 anos. Se a aposta for boa então só me resta aplaudir e enaltecer o qua aqui farei em prol da defesa dos princípios que me norteiam e dos quais não abdico: frontalidade, seriedade e sinceridade.

   

Para a semana voltaremos a encontrar-nos e, por isso, até lá… um Abraço.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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