Desempenhar a função de cronista como é o caso deste escriba nem sempre é tarefa fácil, sobretudo quando as crónicas têm uma periocidade semanal e o objeto é falar sobre o Vitória.

Esta semana foi, particularmente, difícil porque não houve competição e também as notícias sobre o nosso clube não são assim tantas que torne fácil uma abordagem a um assunto.

Ainda assim, desportivamente falando, conseguimos o apuramento direto para o Campeonato da Europa, em França, o que já não acontecia há algum tempo pois sempre tivemos de fazer contas até ao fim nos “play off” nesta triste sina de não conseguir resolver as contendas, digamos assim, no período regulamentar.

Este ano, e com Fernando Santos, tudo foi diferente quando, inclusivamente, começamos mal, aqui, neste país à beira mar plantado, com uma derrota surpreendente ou, talvez não, perante a Albânia, e digo, talvez não, porque nas contas finais do grupo, os albaneses conseguiram também o apuramento “tout court” sem mais delongas.

Acresce que a continuidade dos mais velhos parece estar assegurada pelos mais novos porque os sub-21 têm feito um trabalho notável no caminho para o Europeu provando que, à frente de uma bela equipa, está um jovem mas grande selecionador, Rui Jorge que, sem grandes alaridos e de pantufas, tem demonstrado que percebe da poda assegurando a continuidade do prestígio que o nosso futebol vem granjeando quer na Europa quer no mundo nos últimos tempos. Por isso, não é por acaso que o melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo) já tem 4 (quatro) botas de ouro, entre muitos outros troféus, o que o torna ímpar no planeta e daí a razão de ele dizer que nasceu para ser atleta, independentemente, da modalidade que escolheu que é, sem dúvida, a mais mediática.

Virando a página e, sem esquecer que o grande motivo destas reflexões é o Vitória, vou fazer jus ao título que escolhi para referir que vem aí a festa da Taça de Portugal em que temos tradição e pergaminhos, já ganhámos 3 (três) e há sempre a esperança de podermos fazer mais um brilharete.

Vamos a Coruche, uma terra que eu conheço bem pois trabalhei lá durante 9 (nove) anos e que muito boas recordações me deixou com especial relevância para a forma como sempre fui tratado e acolhido por gente simples mas de convicções e bairrismo, que sabem receber os forasteiros até pela excelência da boa comida portuguesa e pelos muitos bons restaurantes que tem.

Não é, pois, difícil adivinhar que, no próximo sábado, serei mais um Vitoriano no Ribatejo a empurrar o Vitória para suplantar esta eliminatória alertando que, às vezes, há a tendência para desvalorizar os adversários que “teoricamente” são inferiores ao nosso Clube e que tal pode ser fatal para as nossas aspirações. Aliás, tenho para mim que estes são, por vezes, os maiores obstáculos que surgem quando se facilita ou se avança para o jogo com sobranceria.

Espero, pois, que assim não seja e para a semana cá estarei para mais um desafio.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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