Amavelmente foi renovado o convite para continuar a assegurar esta crónica no Setúbal na Rede o que motiva que, durante, praticamente, mais um ano este escriba vá estando na Vossa boa companhia para deixar algumas reflexões com especial incidência no clube de quem todos gostamos, ou seja, o Vitória Futebol Clube.

E, até é engraçado que o convite surgiu, por mera coincidência, na altura em que me sentei, pela primeira vez, na bancada do sempre bonito, mesmo que envelhecido, do Estádio do Bonfim uma vez que, por motivo de retemperadoras férias, não o tenha feito antes e, por isso, não assisti ao empate com o Boavista e, pelos vistos, ainda bem porque tinha, certamente, ficado aborrecido.

E o que vi contra o Rio Ave, equipa bem montada com um fio de jogo já razoável e com bons valores à imagem do seu treinador Pedro Martins, que sabe o que faz como, aliás, já sabia quando aqui esteve como adjunto de José Couceiro e juntos montaram aquela equipa que acabou por ganhar a 3ª Taça de Portugal, deixou-me agradado porque me parece haver muito mais matéria-prima do que nos anos anteriores mesmo com jogadores de divisões inferiores onde, conforme já em outras alturas escrevi, há bons valores e o que é preciso é acompanhar e ter olho juntando o útil ao agradável, nomeadamente, quanto ao trinómio preço/custo/qualidade.

E, é por aí que o Vitória tem de ir ao mesmo tempo que deve apostar na formação no sentido de criar mais-valias que, no futuro, permitam trazer dividendos.

Começamos, por isso, muito bem este campeonato ainda que eu não seja ingénuo e saiba que isto não é como começa mas como acaba sendo, igualmente, certo que moraliza ter à 4ª jornada o melhor ataque da Liga e já ter alcançado 8 golos quando, no ano anterior, só o tínhamos conseguido à 10ª jornada.

Por outro lado, ainda não perdemos e já goleámos um rival direto e, com um pouco mais de frieza, calma e cabeça, poderíamos estar nos primeiros lugares se não tivéssemos deixado o pássaro fugir quando recuperámos da desvantagem e a transformamos em vantagem mas não soubemos geri-la e, como diz o nosso povo, “até ao lavar dos cestos é vindima” e, como sabemos, estamos na altura delas.

De qualquer forma, estamos honrosamente no 5º lugar, com 2 dos melhores marcadores de golos o que já não acontecia há muito tempo a esta parte e os encómios vão para o treinador Quim Machado que soube construir, fazer e montar uma equipa que poderá deixar os exigentes adeptos sadinos bastante satisfeitos ainda que todos saibamos as limitações existentes e que ainda teremos de navegar muito para alcançar os objetivos propostos, isto é, a manutenção sem enjeitar algo mais caso assim haja oportunidade.

Fora das quatro linhas mais uma vez o habitual folclore com mais notícias de potenciais investidores (veja-se o jornal Correio da Manhã do passado sábado), com entrevistas à mistura porque, todos sabemos, o Vitória é um clube apetecível para muita coisa.

Tenho, para mim, que é preciso saber ler na entrelinhas e só espero que os dirigentes estejam à altura de uma resposta condigna em função das acusações que lhes foram feitas e que são, de facto, graves.

Eu, com toda a sinceridade, não conheço o autor de tais acusações mas considero que é, no mínimo, perigoso imputar juízos de valor sem conhecer, detalhadamente, os factos ou ter provas para insinuar seja o que for.

Aliás, com toda a franqueza, não me revejo neste tipo de comportamentos e lamento a situação porque, quer se queira quer não, atinge sempre o nome do Vitória que não merece passar por isto, sendo certo que, para mim, qualquer disputa deverá ser feita com elevação e respeito pelas pessoas que, quer se concorde ou não, têm tido a coragem de “aguentar” e estar à frente dos destinos do Vitória Futebol Clube.

Este fim de semana não há, como sabemos, campeonato mas haverá, certamente, outros motivos para mais umas linhas, pelo que voltarei brevemente ao Vosso contacto.

Até lá, uma boa semana e continue a desfrutar o Verão que, não se esqueça, ainda não terminou.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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