No final da tarde princípio da noite de sábado as gentes do Sado invadiram Coruche, terra de ganadeiros, cavalos, touros e de gente afável que sabe receber bem, como o rio Sorraia quando recebe os muitos e habituais pescadores que o visitam em mais um concurso de pesca desportiva. E, no sábado, para além da festa da Taça de Portugal, havia também, a festa da pesca, com muitos dos seus amantes desportistas com as canas em riste e todo aquele aparato que costuma envolver aquele circo que pode não ser, e não é, tão mediático quanto o futebol mas que, por vezes, é tão belo como ver aqueles desenhos que os jogadores, às vezes, tão bem pintam, na relva e mesmo no sintético.

O Vitória ficou aprovado no exame uma vez que eliminou o Coruchense no Estádio Municipal Prof. José Peseiro que, mesmo longe a treinar noutras bandas, não deixou de apadrinhar mais uma edição da prova rainha onde, por vezes, os pequenos se agigantam e batem os  grandes apesar de ontem não ter sido o caso certamente com muita mágoa dos ribatejanos que, antes do jogo, souberam honrar os Setubalenses cantando a música “Onde é que há um rio azul igual ao nosso” que todos os vitorianos gostam de cantar e que enaltece Setúbal, o seu rio azul (Sado), as suas gentes e o seu clube do coração.

Foi uma vitória praticamente sem brilho, contrastando com muito brilho do jovem guarda-redes do Coruchense, Gonçalo Guerra, um nome a fixar que defendeu tudo o que havia a defender, até um penalty e, por diversas vezes, impediu que nós festejássemos golos que pareciam que iriam ser mas que acabaram por não acontecer. Não quer isto, porém, dizer que a vitória por 2 (duas) bolas a 0 (zero) não foi justa porque, efetivamente, foi mais a mais porque o Vitória criou inúmeras ocasiões de golo que só não se tornaram realidade pelas razões supra referidas sendo mesmo um atleta vindo do banco, François, que tranquilizou as nossas hostes com um belo cabeceamento que mais parecia um míssil em direção à baliza do adversário. Foi, sem dúvida, o melhor em campo até porque só entrou no final da 1ª (primeira) parte substituindo Venâncio que, após um choque de cabeças com um defesa do adversário, ficou um pouco abalado tendo mesmo de sair ao que julgo por precaução em função da zona atingida.

Para mim, que assisti ao jogo foi uma dupla satisfação, pois fui feliz na minha passagem profissional por Coruche, revi algumas pessoas que ali conheci, com um saboroso courato e uma bela bifana e, a juntar a isto, saboreei, juntamente com o meu amigo, José Alves, uma vitória do nosso Vitória.

Venha, pois, a eliminatória seguinte e, se for fora de portas, vamos a ver se dá para acompanhar sendo certo que o ideal era uma equipa da igualha do agora derrotado Coruchense.

Vamos a ver o que o sorteio nos reserva e agora concentração para a Taça da Liga que está já aí ao virar da esquina e para o Campeonato que recomeça com o mesmo adversário da Taça da Liga, Moreirense e, precisamente, em Moreira de Cónegos.

Quanto a mim, voltarei na próxima semana,

Até lá… um abraço!

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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