Começo por dizer que não tenho nenhuma empatia, pelo contrário, por muçulmanos ou por quaisquer praticantes de religiões castrantes (quase todas), sobretudo quando querem que os seus Países continuem ou se transformem em teocracias. É o que se passa (alem dos muçulmanos radicais) com os judeus ortodoxos (aqueles de tranças que andam à cabeçada ao muro) e aceitam as opiniões mais esdrúxulas de alguns Rabis sedentos de sangue (dos outros) e protagonismo, ou com algumas mórmons e evangélicas cristãs que conseguiram até há pouco que em quase 15 Estados dos USA fosse proibido ensinar a teoria da evolução mas têm museus em que misturam homens com dinossauros porque “isso atrai as crianças” etc. E isto sem falar da “rebaldaria” sexual que seria descendermos todos de um só casal, o que todas as religiões Abraâmicas (cristã, muçulmana e judaica) postulam mais ou menos discretamente.

Também que devo ser das poucas pessoas que leu o “Antigo Testamento”, o “Novo Testamento” e o “Corão”.

E ainda que, sendo moçambicano, lidei largamente na minha juventude na escola e liceu sobretudo com hindus mas também com muçulmanos, alguns deles mesmo do ramo minoritário ismaelita (de Aga Khan) e portanto, não podendo dizer que sou um especialista, tenho bastante mais conhecimentos que muitos dos opinadores em atividade.

Vem isto à laia de explicação porque escrevo este texto sobre refugiados e emigrantes muçulmanos, tópicos que de momento estão permanentemente nos media e redes sociais, em geral de uma forma de tal modo panfletária e primária que é impossível deixar de intervir face à confusão que os grandes media (para mim devidamente “oleados”) pretendem instalar entre refugiados verdadeiros fugindo das condições de vida execráveis que lhes são impostas sobretudo pelo Ocidente bélico e uma suposta “invasão programada” da Europa (só se for pela Arábia Saudita!!). Os emigrantes económicos são mais um colateral.

E desde já informo que sou absolutamente a favor de que qualquer refugiado ou emigrante seja obrigado a reger-se pelas Leis do País de acolhimento e a aprender a sua língua, sou totalmente contra as justiças paralelas (os tais crimes de honra) e as burkas, niqab ou outras vestimentas similares que tapem a cara. Já no que respeita ao “hijab” tenho duvidas: não tapa a cara e lembro-me dos lenços até há tão pouco tempo usados pelas mulheres por exemplo em Portugal.

E para começar não é preciso ressuscitar Sun Tzu ou Von Clausewitz para perceber que a primeira tarefa é conhecer o “outro lado” (por força das circunstâncias (que não vou discutir aqui) neste momento basicamente de religião muçulmana) seja ele um refugiado civil real do Médio Oriente, da África do Norte ou Oriental ou um emigrante económico da África Ocidental.

E que importância relativa têm as religiões no Mundo? Segundo o que consegui apurar e por ordem de fiéis declarados serão atualmente: 2400 milhões CRISTÃOS, dos quais ~ 70 % católicos. Conheço pouco os não-católicos mas, do que conheço os católicos duvido destes números pois devem estar aqui milhões de não praticantes e os simplesmente batizados e posteriormente agnósticos ou ateus como é o meu caso; 1700 M MUÇULMANOS distribuídos pelo Extremo e Médio-Orientes, Ásia Central, Paquistão e Bangladesh, Norte de África e mais alguns Países africanos, dos quais ~ 80 % sunitas e que, tirando os das monarquias do Golfo, coincidem com alguns dos Países mais pobres do Mundo. Nestes julgo haver poucos não praticantes (mas é ponto a analisar) e é entre os seus grupos mais radicalizados, geralmente financiados pela Arábia Saudita, um dos Países mais retrógrados do Mundo, que surgem as organizações militares e terroristas; A seguir temos os HINDUS, cerca de 1200 M, politeístas, situados basicamente na India, Países contíguos e na diáspora. Seguem-se 500 M de BUDISTAS, religião (?) não teísta, sobretudo na China e Extremo Oriente e numerosas outras que para o caso não interessam. Como referência a terceira religião abraâmica e monoteísta, a JUDAICA, tem cerca de 12 M de seguidores.

Concentrando-nos nos muçulmanos estes tiveram a sua época áurea entre os séculos VIII e XIII, coincidindo parcialmente com a Idade Média europeia, em que não só as suas conquistas territoriais como os seus avanços nas Ciências foram notáveis, assim como a abertura aos estrangeiros e outras religiões. Há mesmo autores que afirmam que foram eles que salvaram grande parte do património grego e não só da destruição promovida pelas Inquisições Cristãs os quais, uma vez restituídos à Europa sobretudo através da Universidade de Córdova, foram um dos pilares do Renascentismo. O Portugal dos Descobrimentos foi dos que mais beneficiou da astronomia islâmica. A invasão Mongol no século XIII destruiu completamente o Império Islâmico, tanto material como culturalmente, com a exceção do Egito, Turquia, Norte de África e Ibéria, situação de que nunca mais recuperou, assim como a proibição posterior de obras impressas também contribuiu fortemente para o primado do Corão, sobretudo o ensinado em “madrassas” (muitas financiadas pela Arábia Saudita) por pseudo Ulemas completamente ignaros. A única vantagem destas “madrassas” parece ser ensinar as crianças a ler. O Islão dividiu-se então, a meu ver, em duas linhas, uma mais derrotista, que se refugiou no mais retrogrado do Corão e das Hadits, passando ao lado da Renascença europeia, do Iluminismo e sobretudo da Revolução Industrial, atribuindo o seu súbito declínio curiosamente não tanto aos mongóis como ao Ocidente, situação essa exacerbada pelas suas recentes e idiotas intervenções no Médio Oriente e Norte de África. A outra, mais secular, reconhece a necessidade do progresso científico e técnico e do Estado Secular, mas tem tido óbvias dificuldades em afirmar-se no altamente hostil contexto atual.

Não sei quantificá-las mas não tenho duvidas que é do primeiro grupo que nascem as reivindicações mais estapafúrdias e o radicalismo. Neste momento há portanto fortes diferenças civilizacionais entre muçulmanos e cristãos em geral, não tanto a meu ver resultantes do Corão em si, mas das ideias e práticas obscurantistas instigadas sobretudo pelo clero (e não só) radicais. E há efetivamente uma fraquíssima contribuição ATUAL do Islão para o conhecimento cientifico! Só há 3 Nobel islâmicos em ciências, contra largas dezenas de educação judaico-cristã, e só 5 universidades (3 na Turquia) em Países de maioria islâmica classificadas nas primeiras 500 Mundiais, as mesmas que Portugal com 200 vezes menos população! E não se venha com o argumento de que também não há nada produzido por Judeus Ortodoxos ou Mórmons ou Evangélicos que apenas reconhecem a Tora ou a Bíblia, porque nos primeiros refere-se a crentes normais e nos segundos a extremistas. A questão de base não está a meu ver em geral nesses livros escritos há cerca de 2000 anos mas no fanatismo de quem os utiliza e julgo que a forma mais eficaz para o combater é pela EDUCAÇÃO laica abrangente, como entre outros e inteligentemente defende Guterres. E o facto da Arábia Saudita tanto se esforçar na construção de mesquitas nos Países Europeus (e prover os seus professores) é o reconhecimento máximo de que a manutenção do obscurantismo é essencial para a continuação do seu domínio sobre o fundamentalismo islâmico.

Mas antes desta atual emigração em massa não havia muçulmanos na Europa? Claro que sim e em numero bem significativo: na Alemanha só Turcos e Curdos são uns 3 milhões, na sua maioria certamente muçulmanos; em França mais de 5 M sobretudo de origem magrebina mas também da África Ocidental; no UK talvez mais de 1 M sobretudo de origem paquistanesa etc. etc. É que durante a década de 60 e principio da de 70 a generalidade dos Países da Europa Central INCENTIVOU a emigração, sobretudo de mão-de-obra pouco ou nada qualificada. Claro que preferiam a de Países Europeus como Espanhóis ou Portugueses (só nossos foram mais de 1,5 M) mas aceitaram milhões de fora da Europa, com os seus costumes e religiões completamente estranhas. E o facto é que poucos problemas tiveram com esta 1ª geração. Os conflitos e questões surgiram sim com a 2ª e seguintes, já nascidas localmente e com a cidadania respetiva, com alguma formação (ao contrário dos Pais), que se sentiram (e são) discriminadas face aos seus colegas de origem nativa. Ou alguém tem duvidas que perante um empregador dois jovens com as mesmas qualificações mas um chamado Abdul e o outro Jean-Claude, é o ultimo que tem 99,9% de probabilidades de ser aceite? Claro que em situação de elevado crescimento económico este problema é diluído mas na atual fase anémica das economias europeias é um perigoso potenciador de tensões raciais. Não vejo como se possa resolver este problema (e já agora o da emigração maciça) sem PAZ e DESENVOLVIMENTO nos Países de origem!

Outro ponto constantemente referido é a violência intrínseca à religião muçulmana (por comparação com as outras monoteístas), mas será mesmo assim ou o resultado da enorme ignorância e/ou destaque mediático que lhe é dado nos media ocidentais? Do que li a religião cristã parece-me a menos belicista (talvez por só ter acedido ao poder temporal no Séc. IV) mas sem entrar em considerações teológicas tipo Santíssima Trindade, Adão e Eva ou outras para as quais não estou minimamente habilitado, o facto é que sempre deu cobertura ideológica à escravatura, organizou as Cruzadas (incluindo a tristemente famosa 4ª), impôs a Inquisição, pactuou com vários genocídios (Índios na América e Aborígenes p.ex.), apoiou o Colonialismo, sempre esteve ao lado dos poderosos, incluindo Hitler, etc. etc. Positivo sempre ter em geral promovido oficialmente o papel da mulher e negativo o acolher o Antigo Testamento. As outras duas monoteístas são nitidamente religiões tribais de conquistas e Deuses da Guerra, que obviamente têm de ser compreendidas à luz do seu tempo. A mais antiga (o Judaísmo) pelo menos no seu Antigo Testamento (que li) é de fazer empalidecer em crueldade os mais tresloucados imperadores romanos ou a Inquisição. Não falando da Travessia do Mar Vermelho ou do Maná dos Céus, é lá que vi pela primeira vez (o Antigo Testamento é alguns 1200 anos anterior ao Corão) referidos explicitamente os apedrejamentos como castigos; os homens incentivados a ter filhos de tudo o que era esposas, concubinas e escravas (certamente para produzir o máximo possível de filhos homens, futuros guerreiros) que claramente não passavam (todas) de máquinas parideiras; quando se fala em descendência só referem os filhos homens; há relatos de várias situações de incestos, particularmente entre Pai e Filhas etc. etc. etc. Mas para mim o máximo foi ter visto explicitamente referido o primeiro (?) genocídio, quando MOISES (seguindo a voz de Deus claro!) manda os seus exércitos atacar uns desgraçados cananeus/amorreus, que viviam na atual Palestina, ordenando-lhes que “MATASSEM TUDO O QUE RESPIRAVA” o que à época incluía velhos, homens, mulheres, crianças e até animais, o que parece foi diligentemente cumprido! Quanto ao Corão (que li) é claramente uma religião de conquista, pelo menos na fase em que Maomé tenta estabelecer o domínio sobre a Península Arábica (onde julgo se coloca o controverso “verso da espada”), e que em grande parte se resume a: quem acredita e defende Alá tem tudo na vida eterna, quem não acredita nem defende só tem castigo. Em sítio nenhum se fala nas famosas 72 virgens (só se for nas Hadits (que não li); recomenda-se que os homens tenham no máximo 4 mulheres (o que não joga com os lendários harens dos sheiks); em sitio nenhum se põem explicitamente as mulheres em lugar secundário; consideram profetas p. ex. Abraão e Jesus; a discrição do Paraíso muçulmano é uma contradição monumental (muito mais interessante que as falsas virgens) mas que ninguém refere porque NÃO LERAM!

Mas haverá enfim algum fator que torne RACIONALMENTE os muçulmanos tão perigosos e indesejáveis (tirando o serem para nós europeus o “outro”)? Historicamente não, antes pelo contrário. Claro que cobravam taxas adicionais aos não crentes em Alá, mas não deviam ser elevadas pois, sobretudo judeus (julgo que em particular no al Andalus) e mesmo bastantes cristãos, preferiram combater a favor e ficar sob domínio muçulmano do que Visigótico ou Franco.

No seu período áureo aceitavam todas as religiões e inclusive nomearam para cargos políticos (e não só) de relevo vários não muçulmanos e os homens de saber de qualquer confissão tinham preponderância sobre o clero, seguindo o sistema romano de integração etc. etc. O que se passou depois da invasão mongol e da destruição completa da sua civilização não sei mas o facto é que, com raras exceções, nos fins do Séc. XIX o mundo muçulmano tinha recuado para uma Idade Média (Europeia, não a Muçulmana) tribal e obscurantista em que se mantiveram até agora, apenas disfarçada (em alguns Países) pelo pseudo desenvolvimento induzido pelos fabulosos rendimentos do petróleo. Se o “verso da espada” ou qualquer outra barbaridade prometesse o paraíso a quem matasse um não crente, convertido ou agnóstico qual seria a segurança das centenas de milhões de turistas caucasianos que anualmente visitam Países muçulmanos? E porque é que milhões de muçulmanos tentam vender tudo, fazer milhares de quilómetros a pé através da Países hostis, sofrer toda a casta de humilhações e atravessar o mar (que a amplíssima maioria nunca viu) em embarcações incríveis para chegar à Europa? Não seria muito mais fácil e rápido irem diretos para o Paraíso assassinando alguém perto de casa e deixando-se abater pela policia? A questão é que mesmo que alguns radicais possam defender estas ações está visto que a ampla maioria não as PRATICA!

Outra questão muito referida é que o imigrante vem tirar trabalho aos locais e que uma ampla percentagem vive à sombra da Segurança Social dos Países de acolhimento. O primeiro ponto já é antigo e provou-se totalmente falso em relação à 1ª geração, que veio fazer os trabalhos que os locais já não queriam (lixo, limpezas, motoristas, correios, construção civil, algum trabalho fabril pouco ou nada qualificado, etc.). Já quanto às gerações seguintes e imigrantes mais qualificados (i.e. Iranianos) a questão pode existir (o patronato em geral apoia a imigração) mas será mais uma questão de imigração ou da atual (e insustentável) ordem económica mundial e do crescimento anémico resultante? Dada a inacreditável distribuição de riqueza dentro dos Países e pior ainda entre Países e o carater de fuga pela vida (e económico) da emigração, parece-me que só realmente a PAZ e DESENVOLVIMENTO nos Países de origem, talvez através de uma espécie de PLANO MARSHAL EUROPEU, poderá resolver este assunto, não só fazendo regressar emigrantes e outros como impulsionando a própria Europa. Quanto à questão da SS os números são tão díspares que se tornam verdadeiramente difíceis de comentar.

A questão do abono de família é certamente verdade mas não vejo onde esteja o problema desde que essas crianças sejam posteriormente integradas como devem. Pelo contrário e numa economia sã até seria benéfico ao repor algum equilíbrio etário. Já a propalada emigração apenas para tratar de doenças crónicas ou próteses (como muitos afirmam), inacessíveis nos Países de origem, parecem um claro abuso ou (a ser verdade), receber subsídios de desemprego para quem nunca lá trabalhou, embora me custe a acreditar que se arrisque a vida por isso. De qualquer forma é assunto que merece um estudo aprofundado e não é nada que não se possa resolver com inspeções rigorosas. Mas se estamos a falar da 1ª geração, a tal que foi incentivada a ir, e que agora querem deitar fora porque já está reformada, atenção! Essa já descontou e não foi pouco! Ou querem também restaurar a “peste grisalha” entre os imigrantes?

E a atual emigração em massa tinha de existir? A meu ver, mais cedo ou mais tarde, sim! Não se pode bombardear Países até à Idade da Pedra, destruir toda a sua estrutura física, social, administrativa, de segurança e de Estado, matar centenas de milhares de civis, aprisionar e torturar supostos críticos e/ou inimigos e esperar que não haja consequências. Não se podem substituir as forças da ordem de um dia para o outro, por mais conotadas que sejam, por uns corpulentos e acéfalos ex-seguranças de discotecas da Blackwater com licença para matar (com impunidade), ou o aparelho administrativo por um Paul Bremer ou Donald Rumsfeld de fatos Armani, gravata e botas da tropa (para mim a foto mais ridícula e porventura trágica das últimas décadas) sem qualquer compreensão do País ou visão para o futuro. Perante esta situação de impossibilidade de uma vida minimamente normal o que pode fazer a população civil do Iraque, da Síria, da Líbia e da África Oriental senão tentar REFUGIAR-SE na Europa quaisquer que sejam as dificuldades (e são ciclópicas como se vê diariamente), porque atravessar o Atlântico de barco de borracha é suicídio? E só não vêm mais do Afeganistão porque lá continua-se, com o incrivelmente CINICO beneplácito dos USA, a produzir anualmente 4.000 Tons (!) de HEROINA para venda no mercado Europeu (!). E qual é o espanto por os EMIGRANTES ECONÒMICOS, sobretudo originários da África Ocidental, de Países votados pelo Ocidente à mais abjeta pobreza, que se acantonam há anos em Marrocos tentando entrar na Europa, se aproveitarem da situação para tentar “apanhar a onda”? É absolutamente trágico como a Europa se deixou enredar nisto tudo, colaborando com os USA, o principal causador da situação, alinhando em sanções que só a prejudicam, enquanto os culpados gozam de todos os benefícios (petróleo etc.).

Qualquer que seja a nossa (europeus sobretudo do Sul, menos racistas) razão moral, o facto é que estamos perante um problema magno que temos de tentar resolver: em primeiro temos de definir quem são os emigrantes, qual a sua educação, profissão, objetivos de vida, ligação à religião e aos seus Países de origem, onde pensam viver, etc. etc.; Se, como penso, o seu objetivo for refazer a vida no País de origem quando houver condições para tal e face ao afluxo expectável num futuro próximo, que a Europa acabará por não poder absorver, não vejo a MÉDIO/LONGO prazo qualquer solução que não passe por uma espécie de PLANO MARSHAL EUROPEU (com o apoio óbvio dos USA) que crie essas condições. A CURTO PRAZO parece-me que nesta fase não há grandes opções senão: Derrotar militarmente o ISIS mas sob COMANDO MUÇULMANO, para evitar mais problemas, o que não vai parar imediatamente o terrorismo e radicalismo mas vai ajudar muito; Evitar com todos os meios possíveis a GUETIZAÇÃO dos imigrantes, o que limita a propagação do obscurantismo, o isolamento na sociedade e a sensação de não-pertença; RESPEITAR, mas sem concessões de base, os usos e costumes alheios. Tal como não entramos numa Igreja Católica, que acredita em Santos, e derrubamos e partimos as imagens, também não devemos chegar a um muçulmano, que não aceita imagens do Profeta, e começamos ostensivamente a fazê-las até como caricaturas, ou empurramos carne de porco (proibida) pela garganta abaixo dum Judeu ou Muçulmano; INTEGRAR o mais possível o imigrante no emprego na sociedade de acolhimento, usando até se necessário um sistema de quotas, para não só promover a convivência entre eles e os locais, como para ajudar a formar a mão-de-obra e quadros necessários para a reconstrução e combater o obscurantismo; E, na minha opinião a ação mais importante, EDUCAR o melhor possível esses imigrantes, tentando ajudar a recuperar os mais de 500 anos de atraso civilizacional (exceto na xenofobia) que o Islão radical induziu em muitos deles, não o hostilizando gratuitamente mas apresentando-o tal como é, uma das grandes religiões mundiais que teve a sua época áurea como muitas das outras.

The following two tabs change content below.

António Jardim

Engenheiro

Últimos textos de António Jardim (ver todos)