Os últimos tempos têm sido “fartos” em notícias, que têm empolgado a curiosidade de muitos portugueses.


Falando muitas vezes com os cidadãos “comuns e anónimos”, aprendemos muito e vemos, como muitos deles, mesmo sem grande escolaridade, têm sagacidade e experiência de vida suficiente para saber distinguir a essência das notícias e aqueles que querem ir à boleia delas, os chamados “oportunistas”.


Após as eleições gregas, deparámo-nos com inúmeras declarações de clara “boleia política” de alguns partidos da oposição.


Mas porque querem ser a Grécia? Porque não querem ser Portugal?


Portugal teve um só resgate, a Grécia está no segundo resgate, na 5ª avaliação.


A Grécia está sob programa de assistência e quiçá sob futuro programa cautelar, Portugal teve saída sem programa cautelar.


A taxa de desemprego de Portugal, embora ainda alta, com dados estimados de 2014 rondará os 13,9% na Grécia 25,8%.


Os juros a 10 anos, enquanto em Portugal rondam cerca de 2,38, na Grécia rondam a dados de 2014 os 8,38% e após as eleições gregas, cerca de 10%.


A dívida pública portuguesa estima-se em 131,3 %, na Grécia 179,2%.


Ora alguns dos nossos políticos da esquerda da nossa praça ficaram empolgados com as eleições gregas. Analisando porém os números, a conclusão a que se chega é que os votos das anteriores eleições gregas no partido socialista grego foram “transferidos” para o Syrisa, com um discurso mais radical e mais perto do que o povo parece gostar de ouvir nas ruas gregas.


Temos porém de perceber que a crise afetou muitas pessoas, mesmo em Portugal e que o ser humano não pode perder a dignidade, mas também não pode esmorecer e deixar de acreditar no futuro.


Fico pois admirada com a dita “esquerda” portuguesa, a mesma esquerda que “democraticamente” não permitiu a leitura da nossa parte, da declaração de voto contra o orçamento da Câmara de Palmela na Assembleia Municipal de Palmela e das razões de tal voto, impedimento esse sob o “silêncio das restantes forças políticas de esquerda” (socialistas, comunistas, bloquistas).


A democracia tem disto, apregoa-se a prática democrática na Grécia que não se pratica nos “burgos” e em Palmela.


Na Assembleia Municipal discutem-se inúmeras vezes assuntos nacionais, mas “esquecem-se” assuntos do Município e os verdadeiros problemas das Gentes do Concelho de Palmela.


É a vida…é a política… e depois apregoam a “moral de esquerda”. É caso para dizer, “bem prega Frei Tomás”.


A crise para além de financeira, é pois, essencialmente de valores e de princípios e de ausência de coerência.


Quero pois ser Portuguesa! Portugal é Capaz!

Fotografia de capa por j. kunst [moving – will be back soon]

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Maria Rosa Pinto

Presidente da CPC do CDS-PP de Palmela
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