A devastação e o rasto de destruição e retrocesso social que resulta da política de direita, da ação dos governos do PS e do PSD/CDS-PP, está hoje bem à vista na realidade nacional.
Uma das suas componentes tem sido a privatização de tudo o que é publico, empresas, serviços e funções públicas. Governos do PS e PSD com o CDS-PP fazem uma autêntica competição para ver quem privatiza mais. No Pacto de Agressão com a troica, subscrito em conjunto por PS, PSD e CDS-PP, foi colocado mais um programa de privatizações.
As privatizações são um desastre para o País. Aliás, se contribuíssem para o desenvolvimento, Portugal seria seguramente um dos países mais desenvolvidos do mundo, tal tem sido a fúria privatizadora das últimas décadas.
Empresas e setores estratégicos passam para o controlo e a lógica de acumulação do lucro dos grupos monopolistas que as dominam, em grande parte capital transnacional, quando públicas e integradas numa estratégia de desenvolvimento nacional são de uma importância fundamental para o País.
Como se não bastasse, aí está, na fase final do Governo, quando este sente aproximar-se o momento da consumação da sua derrota, uma aceleração do processo de privatizações.
Uma política de factos consumados que além das privatizações já concretizadas, entre outras empresas, ameaça a TAP, a CP, a CP-Carga, a EMEF, a Transtejo, a Soflusa, a Carris, o Metro, o STCP, o Oceanário de Lisboa e as empresas de resíduos e águas residuais.
Tudo isto para canalizar os recursos do País para os lucros do grande capital nacional e transnacional.
Tudo isto aumentando a exploração, a pobreza, agravando as desigualdades e injustiças sociais.
Tudo isto a colocar a exigência da rutura com a política de direita e da adoção duma política alternativa que, entre outros aspetos, tenha como objetivo garantir o controlo público sobre os sectores estratégicos.
Este é um tempo de interrogações e preocupações, mas acima de tudo, um tempo em que cresce a mobilização e a confiança para vencer dificuldades e concretizar a esperança de uma vida melhor, como ficou demonstrado, na Marcha Nacional “A força do povo” por um Portugal com futuro, convocada pela CDU, que juntou mais de 100 mil pessoas nas ruas de Lisboa.
Quando se aproximam as eleições para a Assembleia da República, uma grande oportunidade se abre, a opção pela CDU, Coligação Democrática Unitária, PCP-PEV, o apoio e o voto decisivos para a rutura com a política de direita e a concretização duma alternativa patriótica e de esquerda.

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Francisco Lopes

Membro da Comissão Política e do Secretariado do CC do PCP
Nasceu em Vinhó, concelho de Arganil em 1955. Desenvolveu actividade associativa no movimento estudantil no Instituto Industrial de Lisboa (actual ISEL) e foi activista do Movimento Democrático tendo no âmbito dessa acção participado no III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro, em 1973. Foi membro da União dos Estudantes Comunistas (UEC) em 1973 e 74 e é membro do PCP desde 1974. A sua profissão é electricista, trabalhou na Applied Magnetics, onde pertenceu à Comissão de Trabalhadores e à célula do PCP da empresa. É funcionário do PCP, integra a Comissão Política e o Secretariado do Comité Central, assume a responsabilidade pela Área do Movimento Operário, Sindical e das Questões Laborais e pelas Questões da Organização Partidária e, entre outras tarefas que desempenhou, foi responsável da Organização Regional de Setúbal do PCP. Foi candidato a Presidente da República nas eleições de 2011 e é deputado à Assembleia da República eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal.

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