O jogo que este fim-de-semana fizemos contra o Estoril, que deu origem a uma derrota comprometedora e numa das piores alturas do Campeonato até porque deu ânimo aos nossos adversários, nomeadamente, ao Gil Vicente que ainda nos pode causar amargos de boca, ainda que esteja atrás de nós e tenhamos alguma vantagem pontual que, no entanto, não nos permite tranquilidade quanto ao espectro de descida de divisão que, a acontecer, seria um revés terrível em função da periclitante situação que o nosso Clube atravessa.

Para mim, é incrível como, após termos ficado em vantagem no marcador, nos deixámos surpreender pelo adversário que acreditou até ao fim na vitória sem que tivéssemos arranjado soluções para “matar” o jogo de vez fazendo o 2º golo que, certamente, poria a equipa da linha “KO”.

Aliás, há praticamente 4 décadas que o Estoril não ganhava no Bonfim e, nas minhas cogitações, penso que também este ano não supunham que iriam matar o borrego. Mas, aconteceu, perante um Vitória cheio de fragilidades com uma defesa remendada onde a falta do Venâncio é flagrante e que o pronto do socorro Dani, apesar da sua grande aplicação, não consegue substituir.

Curiosa e casualmente na 2ª feira, encontrei o Ruben Vezo e comentei com alguém: “a falta que nos faz” ainda que eu perceba que se vão os anéis mas ficam os dedos. Temos ainda pela frente, até ao fim da Liga, um calendário que não é fácil. Porém, o nosso contendor direto (Gil Vicente) também tem vida difícil mais a mais quando ainda defronta os 2 candidatos ao título e nós apenas 1 mas, como mais vale prevenir que remediar, é bastante importante que no Bessa façamos um resultado positivo ou, no mínimo, que não percamos. E, de uma vez por todas, temos de marcar mais golos do que aqueles que sofremos.

Os nossos atletas precisam de meter isso na cabeça e, se calhar, seria útil olhar para cima e pensar que o Vitória é um clube histórico com um passado riquíssimo, que o seu lugar é na 1ª Liga e que, por isso, há que preservar a identidade do clube, o seu prestígio e garantir alegrias à sua massa associativa que muito porfia no apoio que dá para que os jogadores sintam o carinho das gentes de Setúbal.

Termino com uma nota negativa para o que vi no fim do jogo de domingo quando 2 sócios se envolveram, inexplicavelmente, numa discussão parva, chegaram a vias de facto e um deles acabou por cair em cima de uma senhora que ainda estava na bancada e que acabou por tombar, batendo com a cabeça e fazendo um golpe significativo na zona do sobrolho para além de eventuais outras mazelas (caiu desamparada) que, inclusivamente, implicou que recebesse assistência no local.

O futebol é um palco de emoções, por vezes fortes, mas chegar a este ponto… é inacreditável em pessoas que deviam ser civilizadas.

Para a semana, cá estarei. Até lá.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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