Tenho visto aqui no “Espaço Aberto” algumas crónicas acerca do embelezamento da cidade, da sua limpeza e manutenção. Existem alguns reparos com os quais concordo e outros que nem tanto. Como é natural. Decidi aproveitar, também para deixar a minha impressão acerca desses aspetos.

Falou-se dos dejetos dos animais no chão por exemplo. A mim incomoda-me muito mais, ter de andar na rua sobre um tapete de beatas e lixo. Beatas que não sei quem é que as teve na boca, e que perduram durante muito mais tempo no chão do que os dejetos dos animais. Beatas que podem ser tão ou mais nocivas para a saúde pública que as necessidades dos animais. Os dejetos vão se desfazendo com os naturais agentes do meio ambiente (chuva, vento…). As beatas e o lixo apenas mudam de sítio conforme o rumo do vento ou da água. Encontro muito mais vezes ao longo do tempo que caminho (e acreditem que caminho imenso) os lixos que os cidadãos largam na rua do que dejetos de animais domésticos. No entanto ninguém aplica coimas a quem relaxada e descaradamente larga o seu papelinho ou a sua beata para o chão. Nem ninguém adverte essas pessoas. Deitar lixo para o chão é tido como um comportamento natural.. Há até quem chegue a dizer que está a dar trabalho a alguém. Enfim, acho que se há coimas e indignação para com as necessidades fisiológicas dos animais, muito mais tem de haver para com os cidadãos que largam lixo em qualquer lado. Talvez ganhassem gosto em ver as ruas limpas e assim se preocupassem mais em apanhar o “presente” do cão. Pode-se claramente fazer muito mais para tornar as ruas limpas e Setúbal mais bonita.

Também se falou algures, nas fachadas de edifícios. Também sou da opinião que existem em várias zonas da cidade, edifícios, que para além de prejudicarem a paisagem urbana com o seu estado de degradação, são um perigo público. Há edifícios aos quais lhes começam a faltar bocados, e se calhar por sorte ainda nenhum caiu em cima de ninguém. A Câmara realmente deveria procurar os donos desses edifícios para que tomem alguma medida, e caso não seja possível terão de ser eles próprios a tomá-las. É uma questão de segurança.

E por falar em segurança, há algo que também gostava de apontar em relação à substituição das luzes dos candeeiros nas ruas. É certo que irá haver uma maior poupança nos gastos com iluminação. No entanto, esta substituição levou a que as ruas ficassem, na minha opinião, mais escuras. O que põe em causa a segurança de quem por lá transita durante a noite. Será que compensa poupar alguns euros e tornar as ruas mais propícias ao crime?

Por fim, não queria terminar sem referir que da última vez que escrevi um texto para o , o site ainda tinha o visual antigo. Acho que foi muito oportuna a alteração para este novo visual, que dá um aspeto muito mais moderno ao site para além de ter melhorado a acessibilidade de navegação. Mais moderno, mais acessível e muito mais apelativo.

Fotografia de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

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João Conde

Estudante de Comunicação Social na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal

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