Caros leitores, espero que, ao menos, os mais atentos ou interessados, tenham dado por este silêncio de duas crónicas desde o princípio do ano.

Presumindo que devo uma explicação (e presunção e água benta, cada qual toma a que quer…) a primeira razão do meu silêncio é o silêncio dos leitores. Depois os temas que têm estado nas minhas preocupações, pensamentos mais recentes e que gostaria de partilhar, estão, no fundo relacionados também com os leitores – a transparência dos media, a transparência das relações de trabalho nos media, o futuro (digital) dos media, novos apoios do estado português e dos programas 2020, novas regras para a publicidade e a complicação comercial – são também e, sobretudo, do interesse do meus leitores, mesmo quando estão e ficam em silêncio!

Estes temas são quase como que uma “volta ao mundo” dos media e é fantástico que tudo esteja a acontecer e a mexer ao mesmo tempo, sem que os cidadãos/leitores se não manifestem, pelo menos por curiosidade, em Portugal e na Europa (começando por França) o Google e os tribunais estão a dar passos no sentido de encontrar alguma formalidade e interesse para um mercado digital – em que o “Setúbal na Rede” foi pioneiro em Portugal – que não para de crescer, em número de utilizadores, em dimensão de acessos ou em volume de negócios!

A transparência, tão evocada nos últimos meses em Portugal entendeu também o seu manto ao mundo dos media com uma série de audições na Assembleia da República, e eu também contribui, que procuram determinar e há razões para pedir mais e que tipo de transparência nas operações e atividades dos media em Portugal (desde a propriedade à autoria dos conteúdos)!

No Conselho Nacional do Consumo ficou a saber-se que Governo espera apresentar muito em breve uma renovação do quadro legal de regulação e autoregulação da publicidade e da comunicação comercial!

Em franca associações de empresas, Governo e Google apresentaram os resultados da aplicação do fundo de apoio ao digital, criado há três anos, para apoiar os media noticiosos na transição para o digital!

E a transição para o digital, que é o principal objetivo do programa nacional de apoio aos media, sobretudo regionais e locais, como é o caso do “Setúbal na Rede”.

Caros leitores, aproxima-se a Páscoa e para os católicos (como eu) é um período de renovação e de retoma de objetivos.

Gostava por isso e espero que nas próximas semanas me colocassem as dúvidas e as questões ou simplesmente me transmitissem as opiniões que toda esta mudança anunciada no mundo da informação vos suscita.

Conto convosco para pelo menos debater se a reportagem – e os sucessivos impactos – sobre um sem abrigo que ser Sem Abrigo difundida num canal de televisão português é uma matéria de informação ou é de entretenimento.

Uma boa e renovadora Páscoa para todos.

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João Palmeiro

Presidente da Associação Portuguesa de Imprensa

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