Na passada semana não tive a honra nem o prazer de me dirigir aos meus caros leitores porque, por razões estritamente profissionais, estive fora do burgo e, como tal, não foi possível alinhavar umas linhas como deveria ter acontecido.

Compreendo, perfeitamente, que uma crónica com as caraterísticas desta, deve ser regular e, obviamente que me penalizo pela falta mas, em bom rigor, não consegui cumprir com aquilo a que me propus sendo certo que tudo irei fazer para não haver mais ausências.

Mas, ao fim e ao cabo, até tive a tarefa facilitada porque essa crónica correspondia ao desaire do Vitória na Madeira e, sinceramente, foi tudo tão mau que, certamente, teria dificuldades em refletir neste espaço aquelas que foram as minhas sensações apesar de ter ficado com a ideia de que seria um “acidente” porque o Marítimo não tem, de forma alguma, equipa para nos dar 5 socos no estômago apesar da diferença de orçamento ser, como todos sabemos, abismal.

Mas, neste fim de semana já mostrámos que, de facto, se tratou de um percalço porque, na raça, conseguimos suplantar o nosso homónimo Vitória de Guimarães ao qual só não ganhámos por falta de engenho, porque nos instantes finais, metemos um golo na própria baliza e também porque o nosso treinador, na minha modesta opinião, tardou em mexer na equipa que, desde o 1º minuto jogava com 1 a menos e teve de recuperar da desvantagem mínima.

Por isso, é que titulei este escrito com a epígrafe “Na Raça” porquanto foi, na verdade, na raça que conseguimos dar volta ao marcador que nos era desfavorável desde muito cedo, fazendo o empate e, passando para a frente num rasgo de um jogador ainda praticamente desconhecido “Arnold” que veio do Congo para o Chaves e de Trás-os-Montes para a Beira Sado, estreando-se no onze com 2 golos o que é notável para quem jogou no Campeonato Nacional de Seniores, mais propriamente do Pedras Salgadas, a quem tinha sido cedido pelo Chaves.

Ficou, na verdade, um amargo de boca quanto ao resultado até porque os jogos em nossa casa são para ganhar mas ficou, igualmente, a certeza que a equipa reagiu à adversidade da goleada, levantou a cabeça e enfrentou o rival de “olhos nos olhos” mesmo com menos um jogador. Estamos melhor que no ano passado quer em golos marcados quer em golos sofridos e a meio da tabela e já com alguma distância da linha de água o que é sempre bom quando vamos, mais uma vez, à Madeira para defrontar o sempre difícil Nacional que, no seu reduto normalmente faz bons resultados, até porque tem uma equipa rotinada e comandada já há alguns anos pelo mesmo treinador, Manuel Machado, que, diga-se, sempre se deu bem com a ilha.

Uma última palavra para um distinto Setubalense, José Mourinho, que muitos davam como moribundo e prestes a ser enterrado mas que, num ápice, sacudiu a pressão negativa com vitória na Liga dos Campeões e contra o rival de estimação, Arsène Wenger, do Arsenal.

Faltam ainda muitas jornadas (33), o 1º Manchester City também já perdeu e será de bom tom não subestimar esta personalidade porque é um dos melhores do mundo senão o melhor, é Setubalense e do Vitória.

Um abraço e volto daqui a pouco.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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