O título que escolhi para a crónica desta semana reflete a minha forma de sentir e ver o Vitória na fase pós Domingos Paciência. É verdade, e não é difícil constatar que com Bruno Ribeiro jogamos melhor, temos fio de jogo, cada um sabe a tarefa que tem de desempenhar em campo, a bola circula em função da competência de cada um dos atletas e da forma com o jogo é idealizado e explanado em campo. É certo que, perdemos 2 vezes seguidas com o Benfica e pelo mesmo resultado mas nunca nos encolhemos no Estádio da Luz e em nada fomos favorecidos pelas arbitragens, antes pelo contrário, houve dualidade de critérios que em muito nos prejudicaram com a particularidade de que, na Taça da Liga, ficámos com menos um jogador o que nos impediu de responder taco a taco como o tínhamos feito nos primeiros 35 minutos quando as equipas estavam em pé de igualdade.


E, não deslustra perder com o campeão nacional cuja diferença abismal de plantéis se faz sentir porque, em boa verdade, quem mais pode pagar melhores argumentos tem no que diz respeito à garantia de poder escolher bons jogadores, quer em qualidade, quer em quantidade. Por outro lado, há que não esquecer que, no desafio do campeonato, Bruno Ribeiro e bem, poupou alguns dos jogadores fundamentais por estarem à bica de poderem vir a ser impedidos de jogar o próximo jogo em função do limite dos cartões amarelos.


Mesmo assim e apesar do Benfica ter sido bastante superior ao Vitória e tudo lhe ter saído bem, o Vitória nunca deixou de espreitar o contra-ataque rápido no sentido de poder surpreender o todo poderoso Benfica e esteve prestes a consegui-lo num onze em que houve 8 alterações em relação àquele que disputou a Taça da Liga. Aliás, se o Sr. Árbitro, Manuel Oliveira, tem marcado o penalti cometido por Jardel sobre Rambé e apitado a falta evidente de Ola John sobre Pedro Queirós, certamente que as coisas poderiam ser diferentes ainda que, em termos de resultado final pudéssemos, eventualmente, ser derrotados.


Há, por conseguinte, que levantar a cabeça sem vergonhas porque não há razão para tal e agora, sábado, recebemos o último classificado Penafiel a quem, com todo o respeito, temos obrigação de ganhar para passarmos a ter 22 pontos o que nos permite aproximar-nos da meta necessária de 30 pontos que julgo suficientes para nos mantermos na Liga.


Há, talvez, um aspeto a rever que é a indisciplina pois, esta época temos batido todos os recordes sendo uma das equipas mais indisciplinadas do campeonato o que não é bom e limita, como é óbvio, as escolhas para cada um dos jogos.


Mas também, neste aspeto, julgo que vamos melhorar porque o nosso treinador está atento e irá, não tenho dúvidas, corrigir a situação.


Termino com um normal apelo a todos aqueles que gostam do clube no sentido de sábado, pelas 18h00 horas se deslocarem ao estádio do Bonfim a fim de apoiarem porque, em caso de vitória, ficaremos logo a 9 pontos do último e 7 do penúltimo, a Académica que está igualmente abaixo da linha de água e tem uma deslocação difícil ao terreno do Estoril.


Para a semana voltarei e até lá, como habitualmente, espero e desejo que tudo Vos corra pelo melhor.


Um abraço.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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