Foi este o sentimento que tive após o último jogo do Vitória no Bonfim.


Na verdade, antes do evento jamais me passou pela cabeça que perdêssemos com um competidor direto mais fraco que nós e que, em caso de vitória, nos colocaria a 9 pontos de distância o que já era significativo agora que o campeonato vai caminhando no último terço.


Mas, o futebol tem destas coisas mais a mais quando fizemos um jogo sem classe, nem arte nem engenho para mandar no nosso Estádio como é nossa obrigação. Andámos sempre a mastigar o jogo no nosso meio campo sem um “patrão” à altura que fizesse a bola circular, chegando aos extremos que poderiam colocar a bola ao alcance do perdido ponta de lança Suk que, efetivamente, esteve uns furos abaixo do que é habitual e nunca conseguiu criar verdadeiro perigo na área adversária. Aliás, no meu modesto entendimento, apenas Advíncula se aproximou do que vimos o Vitória fazer nos últimos jogos. Percebemos todos que Bruno Ribeiro bem tentou inverter o rumo dos acontecimentos mas, infelizmente, os jogadores não o acompanharam.


Entretanto, faço votos para que tenha sido, como disse o nosso treinador no fim do jogo, apenas um dia mau, porque já estamos na molhada de baixo da tabela com a agravante dos competidores diretos terem ganho o que ainda coloca mais pressão sobre o grupo ainda que uma equipa de futebol, na maneira como eu observo o fenómeno, esteja sempre sobre pressão. E esta pode ser boa ou má e a nossa, neste momento, como é óbvio, é má porque, em bom rigor, devíamos estar mais tranquilos.


Há, como já disse várias vezes ao longo destas crónicas, lacunas no plantel o que, para mim, significa que o trabalho de casa foi mal feito apesar de ter havido alguns remendos no início deste ano mas que, como é compreensível, não podem dar frutos imediatamente uma vez que, como é natural, é necessário haver um período de adaptação à nova realidade em que se inserem além de que há sempre um conjunto de fatores exógenos que condicionam essa mesma adaptação, nomeadamente, o facto de ser um país novo, costumes diferentes, clima diverso, etc. De qualquer forma, falta ver um dos reforços em campo, o colombiano João Rodriguez, que até já fatura porque marcou na 3ª feira, no Restelo, na derrota com o Belenenses em jogo da 15ª Jornada da Future League Football Stars, uma prova organiza pelo Oriental Dragon, um clube que está filiado na nossa Associação sendo que esta competição se destina a jogadores até aos 21 anos. No entretanto, confesso que tenho alguma curiosidade em ver em ação o jogador porque me parece que será importante nesta reta final da Liga uma vez que é rápido, tem técnica e é, como já deu para perceber, ambicioso.


No domingo, temos uma saída difícil ao Nacional mas vamos ver como a equipa se porte e reage ao último resultado negativo mais a mais quando só estamos à distância de 2 pontos da linha de água com Gil Vicente e Penafiel abaixo da mesma que recebem o Boavista e Moreirense, respetivamente.


Voltarei na próxima semana e espero estar feliz com o resultado da deslocação à Madeira.


Até lá … Um abraço.

The following two tabs change content below.

Rui Chumbita Nunes

Advogado

Últimos textos de Rui Chumbita Nunes (ver todos)