Estranho… dizeres que és de ferro e, no entanto, ver-te quebrar!

Tão estranho… sentes, mas dizes que és de pedra!

Contraditório… queres paz, mas procuras o vento.

Diz-me: porquê? Porque queres procurar e encontrar para depois fugires?

Caminhas de regresso para qualquer coisa sólida?

Quando olhas queres ver. Quando tocas queres amar. Mas quando tens sede não procuras água, não é estranho?

Queres fugir sem repetir, acreditar que não vai doer! Mas a dor é viciante e tudo é o que tem… achas mesmo? “Tem de ser”? Porquê?

Pensas… mas chegas a alguma conclusão? Escreves num livro de apontamentos tudo o que te vem à cabeça! Na esperança de veres emergir, passado algum tempo, um retrato de ti, feito de excertos significativos?

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Olavo Nóbrega

Ator e encenador
Ator, mas também encenador. Orienta (de)formações em expressão dramática. Gosta de conhecer pessoas. Não come carne.

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