É verdade, melhorámos significativamente em relação às últimas performances que escalpelizei nas minhas habituais crónicas sendo certo que estive ausente do contacto com os meus leitores habituais durante cerca de 3 semanas devido, não só a obrigações profissionais que me afastaram de Setúbal durante vários dias como também a um curto período de férias da Páscoa que, ao fim e ao cabo, praticamente coincidiram com a paragem da Liga para o compromisso a doer da nossa seleção. E foi gratificante ter sido abordado por alguns dos meus fiéis leitores no sentido de saber o que se estava a passar em função da minha ausência e também se já não escrevia mais crónicas do “Sentado na Bancada”.


Efetivamente, continuarei a escrever pelo menos até ao final da época sempre com a preocupação de tentar ser o mais possível isento nas apreciações que faço do Vitória o que, nem sempre, é uma tarefa fácil porque, às vezes, o coração sobrepõe-se à razão o que, convenhamos, não é adequado a um escriba/cronista que foi convidado para comentar a realidade do seu Clube.


Neste domingo, jogámos com um dos denominados 3 grandes do nosso futebol.


E não estivemos mal com a pecha, mais uma vez, da indisciplina, curiosamente, de um jogador que nos habitou a ser um exemplo de correção mas que, no domingo, objetivamente, prejudicou a sua equipa com aquela reação imprópria a uma provocação do central do Sporting, Ewerton. É claro que o bom senso impele-nos a desculpar a atitude de Frederico Venâncio até porque é um jovem com uma ótima personalidade, um excelente atleta e jogador e que, me lembre, nada dado a este tipo de situações.


Ainda assim, não foi por aquele setor que perdemos o jogo ainda que, por não termos mais centrais disponíveis, tivéssemos de recorrer ao pronto de socorro Dani que, sem comprometer, lá foi dando conta do recado com a sua habitual postura de jogador incansável e que jamais vira a cara à “luta” mesmo que não pise, momentaneamente, os terrenos que, por hábito, são os seus. Aliás, há que registar aqui, porque é de inteira justiça, que podíamos ter no fim empatado o jogo caso Lupeta tivesse, aos 92’ minutos acertado na baliza o que faria jus ao excelente golo de Suk um avançado de quem eu, sinceramente, gosto porque, para além de jogar bem com os pés e a cabeça, nunca está quieto o que, muitas vezes, confunde os defesas adversários e permite jogadas de envolvimento como aquela que deu golo contra o Sporting.


Estamos próximos do nosso objetivo – manutenção – no domingo voltamos a jogar no Bonfim e uma vitória contra o Estoril permitir-nos-á fazer 28 pontos, ou seja, ficaremos mais tranquilos até porque, como bem refere o nosso treinador, Bruno Ribeiro, só dependemos de nós o que é, na verdade, uma vantagem, quando a Académica vai ao Porto, o Gil Vicente recebe o Rio Ave e o Penafiel defronta o Arouca e não podem, como é óbvio, ganhar os 2 os 3 pontos em disputa.


Termino com o habitual apelo a todos os associados que compareçam, no dia 19 corrente, no nosso Estádio para ajudar os nossos atletas a obterem o resultado que todos desejamos porque, parafraseando o nosso Capitão Pedro Queirós, podemos contar com eles porque vão assegurar a manutenção o mais depressa possível.


Uma última nota para dizer que nem tudo o que parece é, sendo que vem isto a propósito da informação que me foi transmitida que um ex-dirigente do Vitória que, inclusivamente, já desempenhou funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral do VFC, de nome José Isidro, era uma das 50 pessoas que festejava junto do Presidente do Sporting a inauguração do Núcleo Sportinguista, em Setúbal.


A mim, com toda a sinceridade, não me surpreende e só corrobora a ideia que tinha quanto à qualidade de vitoriano que, em tempos recentes, este senhor se arrogava e que lhe permitia emitir opiniões abalizadas sobre o clube.


Na verdade, o tempo vai cimentando a razão de cada um quanto a determinados aspetos da vida do Vitória. E, é por isso, que eu não me calo.


Um abraço e prometo voltar na próxima semana.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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