Estas eleições vão ser, para os politólogos, um case study de ferramentas de comunicação. Os cartazes do Partido Socialista, com histórias falsificadas, abriram a discussão sobre a utilidade e impacto desta ferramenta. O Bloco de Esquerda parece continuar a aproveitar este meio para dar as suas bicadas e refez os cartazes socialistas, mas agora com histórias verdadeiras.

Já o PCP continua a apostar nesta ferramenta, utilizando os meios das autarquias que controlam e das associações para passarem a sua mensagem partidária – mau prenúncio para os munícipes que continuam a ver os impostos municipais aumentar para pagar propaganda.

Na coligação PSD/CDS, Pedro Passos Coelho continua a valorizar mais a mensagem que passa por poupar nos cartazes do que em encher as rotundas deste país – poucos outdoors e com o objectivo de solidificar a exposição dos resultados positivos que sustentam a inversão de ciclo económico no país.

Estas diferenças de visão sobre as ferramentas de comunicação política são apenas mais uma entre várias diferenças na forma como as várias forças políticas veêm o país… E essas diferenças reflectem-se nos resultados económico-sociais de Portugal ao longo da última legislatura e ao que parece, e por incrível que pareça, também da governação de Sócrates e Costa que terminou em 2011.

Os resultados do desemprego, segundo dados do INE, atingiram valores de 2010 acompanhados por valores encorajadores de criação de emprego, de empresas, de confiança dos consumidores e de Investimento Privado.

Ainda assim, o Partido Socialista difere de forma abissal da visão dos partidos do governo – a espiral recessiva que prognosticaram – e que nunca se verificou – continua debaixo da língua de António Costa e entourage. Principal problema: nem os economistas que prepararam o programa eleitoral do PS concordam com a tese. Nos resultados e previsões que fizeram e que suportam as medidas que António Costa propõe são ainda mais optimistas que as previsões oficiais, quer do Governo quer das instituições internacionais.

Quer se queira ver ou não, a verdade é que a governação socialista até 2011, criou um buraco nas contas do Estado (e das empresas) que fez de Portugal o 4.º país do mundo com maior aumento de dívida. Infelizmente as teses socialistas não conseguiram desafiar a realidade económica e o nosso país foi o 6º que menos cresceu.

Gastos, dívida e mesmo assim Portugal não cresceu, ao contrário do desemprego e das desigualdades.

O PSD e o CDS empenharam-se em inverter este ciclo, apostaram nos portugueses – com várias reformas (muitas ainda em implementação) para democratizar a economia e para permitir a prazo que os portugueses possam ser mais responsáveis pelas suas escolhas – menos recursos consumidos pelo Estado, mais rendimento nas carteiras e maior poder de escolha.

A realidade? Confiança das instituições internacionais que permitem termos agora juros negativos na dívida pública, já não é o Investimento Público que arrasta o PIB, o sentimento de impunidade de alguns sobre a Justiça acabou, a Saúde faz mais com menos e Portugal é hoje um país mais seguro.

Para a próxima legislatura precisamos de um governo com espírito reformista, que não mude de rumo consoante os ventos eleitorais, que tenha a coragem de afrontar os problemas de frente e que não apenas os remende.
António Costa é o melhor exemplo que os portugueses podem ter para acreditar no projecto de democratização da economia e de promoção do empowerment dos portugueses com mais recursos e maior liberdade de escolha.

Desviar dinheiro da Segurança Social para alimentar o sector da construção, pondo em risco a sua estabilidade, medidas de promoção fictícia de aumento do rendimento com penalizações no futuro… este foi o rumo que nos levou a três bancarrotas e agora que estamos no rumo de crescimento e de maior liberdade individual não podemos voltar atrás.

Portugal está no caminho certo!

O distrito de Setúbal é uma aposta da coligação como um dos motores para a reindustrialização do país, reactivar os pólos do Barreiro e Seixal, aumentar a capacidade dos portos de Sines e Setúbal, investir na rede de cuidados de saúde de proximidade de forma criteriosa, dar maior poder às autarquias, às escolas e sobretudo às famílias é o caminho para que os cidadãos e as empresas do distrito consigam definitivamente efectivar o potencial eternamente adiado da nossa terra.

Setúbal pode mais!

Setúbal à frente!

Fotografia de National Library NZ on The Commons

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Pedro Filipe Tomás

Membro da Lista da Coligação PSD/CDS

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