Ofende-me ser bombardeado pela vulgaridade, pelo vazio e pelo repetitivo. Um poeta escreveu: “Está-se sempre mais perto se não ficarmos parados”.

Sempre vivi convencido de que o mundo era habitado por duas espécies: os que fazem e os que veem fazer. Talvez por isso já quis muita coisa para a minha vida, menos ser um “espetador”.

Não suporto distrações. Tenho várias vidas a acontecer dentro de mim.

O mundo sempre foi uma saia que eu procurava levantar. A mulher que eu amo diz-me que eu sou como o vento mas não me explica o que isso significa. Prefiro pensar que é pela energia e dinamismo que eu trago à sua vida e não pelas saias que, alegadamente (nunca foi provado), eu já levantei.

Já escolhi percursos retorcidos, é verdade! Mas vejo-os sempre como uma espécie de experiência. Na vida (na minha, pelo menos) nada de interessante acontece sem atrevimento.

Às vezes também fico parado, efetivamente. Não procuro movimento. Porque descobri que não fazer nada é muitas vezes a melhor forma de realizar alguma coisa.

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Olavo Nóbrega

Ator e encenador
Ator, mas também encenador. Orienta (de)formações em expressão dramática. Gosta de conhecer pessoas. Não come carne.

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