A passos largos, a campanha eleitoral para as eleições legislativas aproxima-se cada vez mais do nosso quotidiano. Dúvidas houvesse, a mais recente entrevista televisiva do Primeiro-Ministro, Passos Coelho, tirou-as e só veio confirmar que a campanha já está na rua.

Como dizia o anúncio publicitário, novidades só no Continente, passe a publicidade gratuita ao dono da marca, que é só, um dos acérrimos defensores da política deste governo.

O que podem esperar os portugueses de um novo governo PSD / CDS?

Isso mesmo, mais austeridade, mais privatizações, congelamento de aumentos salariais, continuação do roubo de pensões, ataque aos direitos dos trabalhadores, em suma, a continuação de uma política de defesa dos banqueiros e grande patronato e de ataque a quem trabalha.

Passos Coelho, já está em campanha eleitoral, o seu programa é o mesmo programa que aplicou durante os últimos 4 anos em que convidou os jovens a imigrar, porque uma política que tem como primado a austeridade não cria investimento e novas oportunidades na economia que crie emprego.

O programa de Passos Coelho, é o mesmo programa que transformando-se numa autêntica comissão liquidatária, privatizando pilares fundamentais da nossa economia, entregando de mão beijada setores dos transportes, da energia, da saúde, e na mira o setor das águas, deixando um país sem anéis e sem dedos.

O programa de Passos Coelho, é o mesmo programa que continuará a apostar num tratado orçamental, que estrangula toda a capacidade de investimento no desenvolvimento de políticas de crescimento de emprego e de salários, tratado orçamental que apenas serve para instituir um diktat austeritário às ordens de Merkel e Shauble.

O programa de Passos Coelho, é o mesmo programa que se subordinará ao ditame da política externa alemã, em que a solidariedade entre os povos da europa é substituída pela solidariedade entre a alta finança do Eurogrupo e BCE, para salvar bancos em detrimento de pessoas.

Este não é de certeza o programa do Bloco de Esquerda, o país precisa, as pessoas precisam, de políticas concretas, de soluções concretas para a sua vida.

Quem teve responsabilidades politicas e sociais sobre o empobrecimento das pessoas e do país, não pode agora lavar as mãos com discursos de que a culpa morre solteira ou que a haver culpa, ela é de outros.

Não queremos mais BPN’s e BES, para os quais existe sempre dinheiro e não existem culpados!

Não queremos um tratado orçamental que nos amarra e hipoteca o futuro!

Não queremos a continuação desta política de direita, que vende o país!

Queremos uma política que aposte no futuro das pessoas e do nosso país, uma política que aposte dos direitos de quem trabalha, essa é a política do Bloco de Esquerda.

Fotografia de Senado Federal

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Vítor Rosa

Membro da Coordenadora concelhia do BE de Setúbal e da Comissão coordenadora Distrital do BE
Vítor Rosa, natural de Setúbal, é Licenciado em Comunicação Social pela Escola Superior de educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Fez parte da Comissão de trabalhadores da Setenave, mais tarde Solisnor , sendo despedido no processo de reestruturação da empresa. Militante da UDP (antiga) , atualmente é membro da Coordenadora concelhia do BE de Setúbal e da Comissão coordenadora Distrital do BE.

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