A oposição, em especial o PS, muito tem debatido os problemas externos, especialmente agora que encontrou uma nova paixão política. Agora os socialistas portugueses são Syriza, quando antes eram Renzi e anteriormente tinham sido Hollande.


No entanto, a oposição, sobretudo os socialistas, nunca realçou o esforço de Portugal e dos Portugueses para resolver os problemas do país e recupera-lo do legado deixado pelo próprio PS. Este é um assunto que é importante que seja debatido, reflectido e destacado.


O PS diz que não há indicadores positivos. Estranha miopia de um partido que não vê a descida do desemprego, a diminuição do défice, o crescimento da economia, o aumento da confiança dos consumidores e a redução dos juros da dívida pública.


No que respeita à execução orçamental, importa recordar que os socialistas afirmavam que os objetivos não iriam ser alcançados e que estávamos perante uma farsa. Um ano depois vemos que o que o PS perspectivou foi um logro e não se verificou, graças ao esforço dos portugueses que, lamentavelmente, nunca puderam contar com o apoio do PS.


O PS tem errado sistematicamente nas suas previsões, como se quisesse que os portugueses não fossem bem-sucedidos na sua tarefa, nem que o Governo tivesse sucesso nas suas reformas. Um desses casos prende-se com a Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso, que quando foi aprovada muitos vieram clamar que a Administração Pública ia ficar paralisada com esta Lei. No entanto, enganaram-se uma vez mais. Esqueceram-se que o objetivo era deixar de acumular dívidas em atraso nas administrações públicas. Durante os governos dos socialistas estes foram uns verdadeiros acumuladores de dívida. O Estado tem de ser pessoa de bem e tem de pagar a tempo e horas. Em 2011 existiam mais de 5 mil milhões de euros de dívidas em atraso há mais de 90 dias e que em três anos houve uma redução de cerca de 3 mil milhões de euros.


Neste mandato houve uma inversão de filosofia aplicada às dívidas dos organismos públicos. É importante lembrar o que o anterior primeiro-ministro do PS dizia: que a dívida era para se gerir e não para pagar. À sua maneira José Sócrates explicou aquele que é o desígnio do PS: endividar o país como se não houvesse amanhã e deixar para o Governo seguinte o pagamento das dívidas. É isso que este Governo mais tem feito: pagar dívidas que o PS deixou a Portugal.


No final deste ano teremos eleições legislativas. A decisão está do lado dos portugueses.


Queremos voltar a 2011 ou queremos continuar a ter futuro? É isso que vai estar em causa nas próximas eleições legislativas.

The following two tabs change content below.

Paulo Ribeiro

Deputado do PSD eleito pelo distrito de Setúbal
Advogado e Deputado na Assembleia da República.

Últimos textos de Paulo Ribeiro (ver todos)