Pois é, o último resultado contra o Nacional atirou o Vitória para o buraco no limiar da linha de água e com uma margem cada vez mais apertada de erro porque a partir de agora o mínimo descuido pode ser a morte do artista. Acresce que, apesar do recente ciclo francamente negativo, o último resultado na Madeira não augura nada de bom para as nossas cores e coloca-nos, a todos, em sobressalto e, mais uma vez, com o credo na boca o que a mim, sinceramente, e com toda a frontalidade, me desagrada porque acho que poderia ser evitado.


Começámos bem com o Bruno Ribeiro porque vencemos o Rio Ave por números expressivos (4-1), fomos empatar a Alvalade (1-1) e voltámos a ter um resultado expressivo com o Boavista (3-0) (Jogos da Taça da Liga), depois e já para o Campeonato empatámos em casa com a Académica e tivemos 2 derrotas normais com o Benfica sendo uma a de acesso às meias-finais da Taça da Liga. De repente, começamos a andar para trás ao perder, inacreditavelmente, no Bonfim com o Penafiel, para depois baquearmos nas ilhas com um opositor normalmente forte mas a quem já ganhámos algumas vezes no seu reduto.


E, agora, temos um jogo de grau de dificuldade elevadíssimo ainda que seja jogado aqui em Setúbal onde os indefetíveis sócios estarão em força para apoiar porque, efetivamente, trata-se de um jogo decisivo uma vez que, mais uma derrota, coloca-nos numa situação complicadíssima uma vez que o nosso calendário, até final da Liga, é pouco simpático.


É evidente que o meu estado de espírito é, presentemente, negativo até porque não compreendo muito bem o que se passou nos últimos jogos em função da melhoria detetada na equipa após a entrada de um vitoriano dos sete costados para treinador.


É que, num ápice, ficamos intranquilos e que o desgaste de 8 jogos num mês não explica tudo, nomeadamente, a falta de eficácia do nosso meio campo na alimentação dos avançados o que origina que o irrequieto e bom jogador Suk não consiga ter oportunidade para faturar. Há, por conseguinte, que analisar de uma forma ponderada o que se está a passar no sentido de arranjar o antídoto para estancar os resultados negativos até porque temos condições para ganhar ao Belenenses e a vitória, para além de nos moralizar, permitir-nos-á dar um pulo na classificação pois ficaremos com 22 pontos e mais próximo do objetivo que é a manutenção.


Desta forma, o caminho para todos nós no sábado, perto da hora de jantar, será o Bonfim para, na nossa qualidade de vitorianos, puxarmos pelas camisolas às riscas verdes e brancas e comemorarmos mais um êxito.


Finalmente, uma palavra de reconhecimento para um grande campeão setubalense – José Mourinho – que, no passado fim-de-semana, venceu mais um troféu – Taça da Liga Inglesa – o 21º da sua ainda curta carreira num país onde o futebol nasceu mas em que não é fácil triunfar mais a mais para um estrangeiro.


É de facto, brilhante o percurso deste notável setubalense que muito dignifica a nossa cidade, o país, o futebol e é um exemplo de profissionalismo para todos. Ganhou mas só autorizou 20 minutos de festa porque 4ª feira, dia 4, há mais um jogo fora e, como tal, o trabalho está sempre primeiro.


José Mourinho, filho de um ilustre ex-atleta do Vitória, Mourinho Félix, que muitas alegrias deu ao nosso Clube quer enquanto guarda-redes, quer enquanto treinador.


José Mourinho, um homem de querer e garra à boa maneira setubalense e que deverá inspirar todos aqueles que defendem estas cores e a quem este humilde escriba felicita por mais esta conquista a que, certamente, se seguirá a vitória na Liga Inglesa.


Um abraço e até para a semana.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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