Foi, desta forma, que os jogadores do Vitória encararam a difícil deslocação ao D. Afonso Henriques, reduto do nosso homónimo Vitória de Guimarães. E, foi com brio e profissionalismo que conseguimos obter um resultado francamente positivo que foi ganhar, mesmo que pela margem mínima que, como sabemos, tem o mesmo efeito que marcar muitos golos porque o que é fundamental é sofrer menos e vencer.


Muito importante este resultado não só porque há, praticamente, 1 ano que não conhecíamos o triunfo fora, como também porque há 7 jornadas que não vencíamos na Liga com o evidente reflexo de uma classificação com o pescoço quase dentro de água e muito próximo da nossa cabeça submergir. É claro que não foi um grande jogo nem, evidentemente, podia ser em função das vicissitudes que ambos os clubes vivem porque, se em relação a nós é a aflição, quanto as vimaranenses é a crise dos últimos resultados em contraste com a boa performance na parte inicial do campeonato que permite à equipa estar ainda e, por enquanto, em lugar europeu.


Mas, o VFC foi ousado, organizado e proporcionou um espetáculo razoável com uma boa circulação de bola, uma defesa consistente e a espreitar o contra ataque porque na frente há jogadores rápidos e nas alas há quem saiba, por vezes, desempenhar bem o seu trabalho. Foi, sem dúvida, uma vitória saborosa que, de alguma forma, tranquiliza um pouco mais o grupo para a parte final do último terço do campeonato e moraliza os atletas para “lutar” com vista a evitar a despromoção.


Aliás, no jogo de Guimarães viu-se, no final, a união do grupo independentemente de outros fatores que possam influenciar o rendimento dos jogadores.


Ainda bem, porque é com este espírito guerreiro que teremos de conquistar os pontos necessários e suficientes para nos pôr a salvo de qualquer percalço que seria uma autêntica desgraça para o Clube.


Para já, e como os nossos adversários diretos não pontuaram, conseguimos distanciar-nos deles ainda que a margem seja reduzida mas que poderá aumentar caso consigamos levar de vencida, na próxima 2ª feira, o Paços de Ferreira. Será mais um desafio de grau de dificuldade bastante elevado mas o fator casa não deixará de ter peso e estou convicto que, no final, estaremos todos felizes uma vez que mais 3 pontos nos colocam muito perto da pontuação necessária para que, no ano que vem, estejamos na elite do futebol nacional.


Sexta-feira há uma assembleia geral no Pavilhão Antoine Velge para aprovar contas e falar de alguns assuntos recorrentes na vida do clube. Todos sabemos que é muito complicado gerir o Vitória na situação em que se encontra por isso há que discutir os assuntos com elevação, serenidade, sensatez e sem dar trunfos às aves de rapina porque, todos juntos, seremos mais fortes ainda que, isoladamente, possamos chegar mais longe.


Um abraço e até para a semana.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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