Aproxima-se um importante momento de decisão sobre o futuro do distrito e do País: as eleições para a Assembleia da República de 4 de Outubro.

Nessas eleições vão ser eleitos 230 deputados que, consoante a força e a orientação dos vários partidos políticos representados, decidirão da política concreta para os próximos anos e, segundo a correlação de forças dessa representação na Assembleia da República, determinarão sobre o futuro governo.

Pelo círculo eleitoral de Setúbal vão ser eleitos 18 deputados.

A opção, a escolha de cada um vai decidir.

A política de direita dos últimos 39 anos, agravada com os PEC do Governo PS e o Pacto de Agressão com a troica subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP, aplicado pelo actual governo, uma política de agravamento da exploração, empobrecimento e declínio nacional, atingiu profundamente os trabalhadores, os jovens, os reformados e pensionistas, os micro, pequenos e médios empresários, o distrito de Setúbal e o País.

Quando, independentemente de todas as ilusões que procuram espalhar neste momento eleitoral, PS, PSD e CDS-PP nos seus programas eleitorais apontam a continuação deste caminho sem futuro, é necessário marcar posição.

Portugal, o distrito de Setúbal, têm potencialidades que aproveitadas permitem o desenvolvimento económico e social, uma vida melhor para a população.

Esse é o compromisso da CDU, Coligação Democrática Unitária, PCP-PEV.

Os deputados do PCP e do PEV eleitos pela CDU prestaram contas do trabalho realizado na Assembleia da República. Uma ação que se traduziu numa intervenção sem paralelo com qualquer outra força política.

A CDU cumpriu com o que se comprometeu e apresentou o seu compromisso para o distrito de Setúbal. Um compromisso assente em profundas convicções, no conhecimento da realidade do distrito e num projeto de futuro orientado para o desenvolvimento, a justiça social e a qualidade de vida dos trabalhadores e das populações. O compromisso da CDU com uma estratégia integrada de desenvolvimento assente na produção nacional, na criação de emprego, na valorização do trabalho e dos trabalhadores, na melhoria dos salários e pensões, no estímulo às micro, pequenas e médias empresas, nos apoios às crianças e aos jovens, no apoio aos reformados, pensionistas e idosos, na defesa dos serviços públicos, na defesa do poder local. Soluções para o distrito, soluções para o País, que são assumidas com coerência.

O reforço da CDU, com mais votos e deputados é da maior importância. Cada voto na CDU serve para penalizar o PSD/CDS-PP e o PS, os partidos responsáveis pela degradação da situação do povo, para impedir as maiorias absolutas que alguns querem para prosseguir e aprofundar a política de exploração, empobrecimento e declínio nacional.

Cada voto na CDU contribui para eleger mais deputados que na Assembleia da República lutarão contra todas as medidas nocivas para os trabalhadores e o povo. Cada voto na CDU contribui para eleger mais deputados que apresentarão e apoiarão as soluções necessárias à melhoria dos direitos e das condições de vida. Cada voto na CDU contribui para eleger mais deputados que serão base de apoio à rutura com a política de direita e à concretização da política patriótica e de esquerda que Portugal precisa.

O que dizemos, os compromissos que assumimos, assentam numa política de verdade. A verdade do nosso projeto, dos nossos valores, da nossa prática ao longo de muitas décadas nas circunstâncias mais complexas e mais difíceis. A verdade do nosso projeto, dos nossos valores e da nossa prática nas mais diversas áreas.

Na ação nas empresas e locais de trabalho, nos sindicatos e Comissões de Trabalhadores, no trabalho nas associações populares, nas diversas expressões do movimento popular, no movimento juvenil, no movimento dos reformados.

No trabalho no poder local democrático, vencendo contrariedades e carência de meios, ao serviço das populações, do desenvolvimento do distrito, da Península de Setúbal e do Litoral Alentejano, com trabalho, honestidade e competência.

O trabalho na Assembleia da República é também a expressão da verdade dessa prática, desses valores, desse projeto.

Por todas estas razões, aqui fica a reflexão e o apelo, reforçar a CDU, para uma vida melhor, um Portugal com futuro e uma sociedade mais justa.

Fotografia de National Library NZ on The Commons

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Francisco Lopes

Membro da Comissão Política e do Secretariado do CC do PCP
Nasceu em Vinhó, concelho de Arganil em 1955. Desenvolveu actividade associativa no movimento estudantil no Instituto Industrial de Lisboa (actual ISEL) e foi activista do Movimento Democrático tendo no âmbito dessa acção participado no III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro, em 1973. Foi membro da União dos Estudantes Comunistas (UEC) em 1973 e 74 e é membro do PCP desde 1974. A sua profissão é electricista, trabalhou na Applied Magnetics, onde pertenceu à Comissão de Trabalhadores e à célula do PCP da empresa. É funcionário do PCP, integra a Comissão Política e o Secretariado do Comité Central, assume a responsabilidade pela Área do Movimento Operário, Sindical e das Questões Laborais e pelas Questões da Organização Partidária e, entre outras tarefas que desempenhou, foi responsável da Organização Regional de Setúbal do PCP. Foi candidato a Presidente da República nas eleições de 2011 e é deputado à Assembleia da República eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal.

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