Quem costuma acompanhar o Vitória com alguma atenção, dedicação e cuidado já detetou que há algumas diferenças na postura da equipa e dos jogadores a que, obviamente, não é alheio o nosso treinador Bruno Ribeiro.


Na verdade, a equipa está muito mais desinibida em campo, explana melhor o seu futebol, os jovens da formação cada vez estão melhor entrosados, a alegria de jogar é outra, o empenhamento dos atletas também e o treinador não tem uma atitude passiva em campo.

Resultado: com o novo treinador ainda não perdemos, já vencemos um europeu (Rio Ave) e já pontuámos fora. Como bem patente fica com o último resultado alcançado em Barcelos onde, de uma forma decidida e até com alguma ousadia, encarámos o adversário tendo, no final do jogo, obtido o prémio da audácia posta em campo com a obtenção da igualdade num jogo com um adversário direto pela luta na permanência – o Gil Vicente que, curiosamente, é treinado por alguém que já passou por esta casa (José Mota) e que nada de relevante fez.


Bruno Ribeiro conhece bem os contos à casa, sabe motivar os jogadores e, a meu ver, interpretou bem as lacunas da equipa e a forma como deveria retirar o melhor aproveitamento dos atletas reforçando, num assomo de inteligência, a participação dos atletas formados no Clube no onze pois sabe que estes, para além de terem valor, conhecem a realidade do Vitória e sabem interpretar os sentimentos dos sadinos e sempre exigentes sócios.


Por outro lado, as lacunas que se verificavam foram bem colmatadas com as contratações feitas sendo ainda relevante o bom relacionamento de Bruno Ribeiro com José Mourinho espelhado no empréstimo de 2 jogadores do Chelsea que têm, como não é difícil de prever ou adivinhar, garantia de qualidade.


Depois do mexicano Uli Dávila que já se estreou e que, de acordo com os entendidos, se integrou bem na equipa e trouxe mais raça à mesma eis que vem um avançado internacional colombiano, João Rodriguez, que se não fosse um atleta com valor, certamente que não integrava a sua seleção de Sub-20 no Campeonato Sul-Americano deste escalão.


Só pode, por isso, acrescentar qualidade.


Há, por conseguinte, diferenças entre o anterior e o novo treinador do nosso clube o que significa que a mudança foi positiva e a chicotada, pelo menos para já, valeu a pena.


Vamos ver se conseguimos chegar às meias-finais da Taça da Liga o que, na altura em que esta crónica sair, já saberemos e vamos todos em força torcer para que no próximo domingo consigamos vencer no Bonfim a Académica o que nos permitirá mais tranquilidade e esperança no futuro. Conto, mesmo com um aniversário de um membro da minha família, estar no estádio para ajudar e gritar pelo Vitória ainda que tenha um grande carinho pela Académica de Coimbra porque pertence ao distrito onde nasci, fui atleta de basquetebol júnior do emblema e fiz toda a minha vida académica na cidade Universitária mas… mesmo assim pode ganhar a todos os outros clubes menos ao Vitória.


Um abraço e até para a semana.

The following two tabs change content below.

Rui Chumbita Nunes

Advogado

Últimos textos de Rui Chumbita Nunes (ver todos)