Na crónica desta semana parafraseio o nosso treinador quando referiu, no final do jogo da Madeira, contra o Nacional, que estávamos em processo de aprendizagem.

Tem razão Quim Machado porque precisamos de aprender que, quando estamos em vantagem, temos de ter a preocupação de a aumentarmos ou a conservarmos para poder almejar os 3 pontos.

E, na verdade, esta época já aconteceu por diversas vezes e daí que leader tire esta ilação o que, no meu modesto entendimento, só demonstra humildade o que é bom e olho no futuro o que é ótimo.

Ainda assim, o empate foi moralizador porque o Nacional é, no seu reduto, uma equipa difícil e bem armada que, na maioria das vezes, cria sempre problemas aos seus adversários mesmo àqueles que têm outros argumentos. Fizemos um jogo competitivo, buscando o golo, alcançámos a frente do marcador e confirmámos aquele que tem sido o desenho da equipa resultante de um meio campo subido e agressivo e de um ataque móvel com uma estrela cintilante, “Suk” que, por norma, marca golos quer em casa quer fora.

É justo realçar um atleta que, para além de combatente, dá tudo em campo mesmo quando é martirizado pelos adversários que não hesitam, por vezes, em recorrer à falta para o travar. Aliás, já na época passada, nos meus escritos, e por diversas vezes, tive oportunidade de me referir ao avançado da Ásia por me parecer que tinha categoria, boa visão de jogo e era bastante competitivo, admitindo mesmo que, a continuar assim, poderia ser uma mais valia para o nosso Clube com as vantagens de que daí poderiam advir.

Está à vista que não me enganei e só espero e desejo que continue assim ainda que me pareça que a margem de progressão é grande até porque estamos perante um atleta jovem que, inclusivamente, já demonstrou gostar muito do Clube quando disse que não queria ainda ser vendido porque era seu desejo marcar muitos golos e render muito dinheiro ao Vitória.

Aliás, a prova mais que provada que é um jogador em alta, surge com as convocatórias para a seleção e o destaque nas notícias na comunicação social da Coreia do Sul, país de origem, o que também é bom para a divulgação do nome do Vitória que, como é óbvio, é associado ao jogador.

Esta semana voltamos a jogar em casa com um adversário do nosso campeonato – o Estoril – que, no entanto, iniciou bem a Liga e que está no 5º lugar mas, no Bonfim, temos de ser nós a mandar porque sempre entendi que os jogos em casa são fundamentais e para ganhar permitindo-nos, assim, encarar o desenrolar do campeonato com mais tranquilidade e, já agora, se não for pedir muito, que o Suk marque mais uns golos porque é o artilheiro nº 2 e tem de fazer “jus” à sua condição até porque à sua frente está apenas e só um atleta de grande categoria – Jonas.

Termino esta semana com uma alusão merecida ao Grupo Desportivo “Os Amarelos” do nosso Bairro Santos Nicolau que, a completar a bonita idade de 60 anos, criou um espaço museológico para evocar as memórias e tradições de um bairro bastante popular da nossa cidade onde a esmagadora maioria dos seus habitantes tem o V.F.C. no seu coração.

É bonito e mostra que, para além do futebol, há a cultura que também nos Amarelos cultivam quando entram nas Marchas Populares de Setúbal e no Carnaval.

Para a semana voltarei. Até lá!

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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