Ainda não chegámos à Páscoa mas o melhor título que encontro para o resultado obtido pelo Vitória no passado domingo é este que, aliás, está em perfeita consonância com o título que escolhi para a minha última crónica do ano que agora nos deixou e que tinha sido “Esperança”.

   

Esse era o meu sentimento para o Novo Ano que vinha aí ainda que o Moreirense fosse um adversário que, apesar de ser do nosso campeonato, vinha fazendo melhores resultados que nós.

   

Felizmente, apesar da exibição não ter sido nada por aí além, conseguimos ganhar dando a volta a um resultado que começou por nos ser adverso, fruto de um autogolo que, depois na reposição da justiça em relação à forma como os de Moreira de Cónegos marcaram, foi feito com um outro autogolo mas agora em favor das nossas camisolas. Por conseguinte, até ao intervalo, num jogo em que o Moreirense começou melhor sem que nunca assim conseguíssemos, pelo menos na primeira parte, inverter esse sentido, pairou sempre o espetro de que, mais uma vez, as coisas não nos iam correr de feição o que poderia ser um desastre em função do lugar que ocupávamos na classificação quase com água a passar do pescoço. Felizmente que, ainda assim, e para contrabalançar o facto do nosso ponta de lança Lupeta por vezes chutar no vácuo e noutras enviar a bola para todo o lado menos para a baliza, valeu-nos o suplente do nosso guarda-redes titular Lukas Reader que, finalmente, fez jus ao rótulo que trazia de bom no lugar, com reflexos rápidos e uma boa presença entre os postes. Foi, de facto, assim e na retina ficam 2 voos livres a tirar o pão da boca aos visitantes no que parecia serem golos certos, o que demonstra, no meu modesto entendimento, que o atleta brioso como é, quis dizer ao treinador que quer ser titular e podem contar com ele. É francamente positivo que assim seja.

   

Mas, recuperando o raciocínio, voltamos na 2ª parte com muito querer e tivemos cerca de 20 minutos de grande frenesim espicaçados pela reposição da igualdade no marcador o que aconteceu aos 50 minutos com o tal outro autogolo da autoria de Marcelo Oliveira, central do Moreirense, e que teve o condão de permitir ao Vitória arriscar um pouco mais. E aí, o nosso treinador foi inteligente ao alterar o xadrez da equipa com as substituições que fez dando mais profundidade ao contra-ataque e às alas sendo num desses movimentos que conseguimos chegar à vitória quando Pelkas conseguiu meter a bola na baliza de Marafona.

   

Foi, em bom rigor, um alívio para todos nós que estávamos nas bancadas e também para os jogadores como se viu no fim do jogo com especial destaque para Zéquinha que agradeceu aos céus no relvado a dádiva da vitória num jogo em que o azar não nos bafejou mas onde também fizemos por isso, jogadores e equipa técnica e, quando assim é, há que enaltecer tal como noutras alturas em que fui crítico no que diz respeito ao desempenho dos nossos atletas. Na verdade, quem procura ser isento nas apreciações que faz, independentemente do que sente o coração, tem essa obrigação apesar de, por vezes, não ser compreendido. A linha de água ficou, agora um pouco melhor e temos mais tranquilidade para ir a Arouca tentar trazer mais pontos contra um adversário do nosso campeonato e que, neste momento, está abaixo de nós. Vai ser mais uma jornada com um grau de dificuldade elevado mas é preciso ter confiança e acreditar que 2015 será um Ano melhor.

   

Um abraço e até para a semana.

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Rui Chumbita Nunes

Advogado

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