A Base aérea nº6 no Montijo pode tornar-se em breve uma extensão do aeroporto da Portela trazendo aos Concelhos de Montijo e Alcochete uma oportunidade de mais desenvolvimento, mais turismo, mais investimento e mais emprego, só comparável com a construção da Ponte Vasco da Gama na década de 90 do Século passado.

As estimativas iniciais para a Portela previam atingir a capacidade máxima, 22 milhões de passageiros em 2025, contudo o crescimento de tráfego de passageiros tem aumentado a um ritmo que pode obrigar à antecipação de uma solução, uma vez que a probabilidade do aeroporto internacional de Lisboa deixar de ter capacidade de resposta poderá ser real a curto prazo.

O Presidente da Câmara Municipal de Montijo, Nuno Canta, que ao ser contactado pela ANA disse que sim a esta possibilidade, colocou de imediato em cima da mesa um conjunto de contrapartidas fundamentais para o Município, importantes para a instalação de uma infraestrutura desta natureza, que se deve pautar pelas melhores práticas ambientais conhecidas uma vez que se encontra em pleno Estuário do Tejo, mas também de grande mais valia para o desenvolvimento do Montijo, nomeadamente, a conclusão da circular externa até ao Seixalinho, a construção da Avenida do Seixalinho com ciclovia, uma nova ligação viária à ponte Vasco da Gama, a melhoria dos transportes públicos e a prestação do abastecimento de água e tratamento de esgotos ao novo aeroporto.

Manuel Salgado, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, também já veio a público afirmar que está a ser desenvolvido um estudo para a construção deste aeroporto suplementar no Montijo e cujas ligações a Lisboa serão feitas por via fluvial, através do já existente Cais do Seixalinho, o que permitirá que quem aterrar neste aeroporto estará em menos de meia hora no centro de Lisboa o que, do ponto de vista do turismo, é uma mais valia sem paralelo com condições únicas ao nível das capitais europeias.

A solução da Base Aérea do Montijo como Portela+1 , tem boas hipóteses de vingar porque já existem um conjunto de infraestruturas que facilitarão uma resposta rápida e com custos reduzidos. A ANA já realizou uma visita técnica ao complexo militar, estando em cima da mesa uma ocupação de metade dos 900 hectares da base, com a utilização de uma das pistas já existentes que precisará de obras de adequação assim como a construção de um hangar que sirva os passageiros.

Este é um novo desafio para o Montijo e Alcochete, mas que beneficiará todo o Arco Ribeirinho, toda a Península de Setúbal e toda a Área Metropolitana de Lisboa, trazendo investimento e emprego, contribuindo para uma nova etapa no desenvolvimento da nossa região.

Mas para alcançar este objetivo o Partido Socialista defende, como para qualquer nova obra pública que envolva um investimento elevado, que a decisão seja tomada na Assembleia da República por dois terços dos deputados e é neste compromisso que cada um assuma frontalmente a sua responsabilidade.Fotografia de o palsson

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Catarina Marcelino

Deputada do Partido Socialista
43 anos, natural de Montijo, licenciada em Antropologia pelo ISCTE com pós-graduação na área da Violência de Género pelo ISPA. Foi responsável pelo Gabinete de Ação Social da Câmara Municipal de Montijo e coordenadora do Programa Lisboa Empreende na Câmara Municipal de Lisboa, adjunta do Secretário de Estado da Segurança Social, Presidente da CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego e é Deputada à Assembleia da República na atual legislatura. Ao nível associativo foi voluntária da AMI, da Comunidade Vida e Paz e da Liga Portuguesa Contra a Sida. Atualmente é Presidente da Direção do Centro Social de S. Pedro do Afonsoeiro. É ainda membro do Secretariado Nacional do SINTAP. Foi Presidente Federativa e Presidente Nacional das Mulheres Socialistas e é membro do Secretariado Federativo e da Comissão Nacional do PS.

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