O mandato do Governo está a terminar,as eleições marcadas para 4 de Outubro ,os candidatos dos partidos estão já anunciados e o PS já apresentou um detalhado programa eleitoral que aspira a converter em Programa de Governo.

Após quatro anos de instabilidade social, de permanente confronto com o Estado de Direito e de deliberada criação de um clima de tensão entre os portugueses chegou o momento do julgamento popular.

Para a região de Setúbal estes foram quatro anos trágicos de paralisia e abandono. Após uma fase em que a região fora colocada no centro de uma estratégia de desenvolvimento visando afirmar Portugal como a fachada atlântica da Europa seguiram-se tempos de chumbo em que todos os projetos de iniciativa publica foram anulados ou congelados e em que o novo investimento privado desapareceu.

Do Arco Ribeirinho Sul às iniciativas para o Litoral Alentejano aplicou-se o mesmo modelo extremista mas coerente de diabolização do investimento. A paranoia levou mesmo a momentos insólitos de governantes a celebrar a genialidade de deixar obras a meio como os troços de estrada sem sequência entre nenhures e nada na zona das minas do Lousal.

O sucesso do porto de Sines, que continuou a crescer representando perto de 50% do movimento portuário nacional, é um exemplo de resistência à adversidade sobretudo perante a paragem das novas ligações ferroviárias e rodoviárias e o adiamento do investimento privado para a expansão do Terminal XXI.

A candidata da coligação de direita,a ministra Maria Luís Albuquerque, é o rosto do abandono e da tragédia social da região. O PS é a única alternativa que permitirá parar este caminho de obsessão de austeridade e de destruição do consenso social de 40 anos de democracia retomando um caminho de diálogo social e devolvendo a esperança aos portugueses.

O PCP, pelo seu relevo social e peso político na região , está confrontado com um desafio histórico sem paralelo. Face à violência social sem paralelo dos últimos anos a tradicional retórica comunista de equiparar o PS à direita perdeu toda a credibilidade e constitui uma autêntica passadeira vermelha para a direita. Desta vez o PCP não pode eximir-se a uma opção clara entre contribuir para uma solução estável de governação à esquerda ou para o reforço da influência política da direita.

A candidatura do PS liderada por Ana Catarina Mendes representa um forte compromisso com o distrito de gente com provas dadas e a vontade de contribuir ativamente para a mudança protagonizada por António Costa.

Fotografia de National Library NZ on The Commons

The following two tabs change content below.
ecabrita@setubalnarede.pt'

Eduardo Cabrita

Deputado do PS eleito pelo distrito de Setúbal
ecabrita@setubalnarede.pt'

Últimos textos de Eduardo Cabrita (ver todos)