A grande marcha nacional “ A força do Povo”, todos à rua por um Portugal com futuro, que se realiza no dia 6 de junho, em Lisboa, na Avenida da Liberdade, do Marquês de Pombal aos Restauradores, pela libertação e dignidade nacionais por uma política patriótica e de esquerda assume na atual situação uma importância excecional.
Perante a situação do País, é indispensável que os trabalhadores e o povo façam ouvir o seu descontentamento e indignação, manifestem a exigência de rutura com o rumo de exploração, empobrecimento e declínio nacional e afirmem a necessidade da concretização dum rumo de desenvolvimento e progresso social.
Uma afirmação que passa pela utilização de todas as formas de expressão consagradas na Constituição da República Portuguesa, das manifestações nas ruas ao voto no dia das eleições.
É esse o sentido desta Marcha Nacional promovida pela CDU, que convoca a força do povo para as ruas de Lisboa, que dirige um apelo a todos os democratas e patriotas para que participem.
A Marcha Nacional é a afirmação duma posição forte e determinada, em que a muitos milhares de vozes se diz basta. Basta de humilhação, basta de exploração e empobrecimento, basta de corrupção e dependência.
É a afirmação confiante dum projeto de libertação, de dignidade, de honestidade, de desenvolvimento e soberania para Portugal.
É a afirmação do projeto de uma política patriótica e de esquerda, das soluções para o País, das soluções para uma vida melhor.
Com a Marcha Nacional promovida pela CDU, Coligação Democrática Unitária, PCP/PEV, afirma-se a força e a vontade do povo português num País livre da submissão aos interesses financeiros, um País soberano, de progresso social e desenvolvimento.
Com a Marcha Nacional afirma-se que está nas mãos dos trabalhadores e do povo decidir do seu destino, abrir outro caminho para Portugal, concretizar uma alternativa patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril.
O apelo está em curso e amplia-se: a partir de cada bairro, de cada freguesia, de cada local de trabalho e cada empresa, trabalhadores, desempregados, pequenos e médios empresários, intelectuais e quadros técnicos, jovens e idosos, reformados, homens e mulheres, todos à rua por um Portugal com futuro, sábado, 6 de Junho, naquela que será uma das mais fortes ações políticas até hoje realizadas.
Fotografia de s.letur

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Francisco Lopes

Membro da Comissão Política e do Secretariado do CC do PCP
Nasceu em Vinhó, concelho de Arganil em 1955. Desenvolveu actividade associativa no movimento estudantil no Instituto Industrial de Lisboa (actual ISEL) e foi activista do Movimento Democrático tendo no âmbito dessa acção participado no III Congresso da Oposição Democrática em Aveiro, em 1973. Foi membro da União dos Estudantes Comunistas (UEC) em 1973 e 74 e é membro do PCP desde 1974. A sua profissão é electricista, trabalhou na Applied Magnetics, onde pertenceu à Comissão de Trabalhadores e à célula do PCP da empresa. É funcionário do PCP, integra a Comissão Política e o Secretariado do Comité Central, assume a responsabilidade pela Área do Movimento Operário, Sindical e das Questões Laborais e pelas Questões da Organização Partidária e, entre outras tarefas que desempenhou, foi responsável da Organização Regional de Setúbal do PCP. Foi candidato a Presidente da República nas eleições de 2011 e é deputado à Assembleia da República eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal.

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