Portugal ativou o Mecanismo de Proteção Civil da UE para impedir o avanço de fogos florestais em diversos pontos do país.

Em resposta imediata ao pedido de assistência, a UE mobilizou através deste mecanismo um plano de combate a incêndios, gerido por Itália como parte da “capacidade tampão” da UE, desenvolvido para apoiar os recursos nacionais quando requerido. Acrescem-se duas aeronaves de combate aos fogos provenientes de Espanha.

O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE), da Comissão Europeia, ativo na monitorização de incêndios florestais, encontra-se em contacto com as autoridades de proteção civil dos países que fazem partes deste mecanismo.

«A UE apresenta-se solidária com Portugal no auxílio ao combate aos fogos no país. Encontramo-nos em contacto contínuo com as autoridades nacionais de diferentes Estados integrados no Mecanismo de Proteção Civil da UE para coordenar a resposta. Os nossos pensamentos estão com aqueles que foram afetados e com os que responderam em primeiro lugar, que se encontram a fazer o seu melhor no combate às chamas», declarou Christos Stylianides, Comissário Europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises.

O CCRE recorre a serviços de monitorização nacionais, dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS) e imagens de satélite para providenciar uma visão mais alargada da situação europeia.

O Mecanismo de Proteção Civil da UE foi ativado pela última vez por Portugal em agosto de 2013. Este mecanismo facilita a cooperação em resposta a desastres entre 34 Estados europeus (os 28 Estados‑Membros, Antiga República jugoslava da Macedónia, Islândia, Montenegro, Noruega, Sérvia e Turquia). Quando ativado, o Mecanismo coordena o fornecimento de assistência dentro e fora da União Europeia, passando a gestão do mesmo pela Comissão Europeia, através do CCRE.

Fotografia de JL Andrade