“Dar a conhecer o trabalho da academia”, bem como “levar os miúdos a recriar as memórias que foram ficando na infância” é o objetivo do espetáculo Histórias de Mábi, que vai estrear amanhã no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal. Marina Sacramento, professora na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal (ADCS), garante que este vai ser um “espetáculo divertidíssimo”, que permite ao público “envolver-se no mundo da fantasia” e “despertar a criança que existe dentro de cada pessoa”.

Academia de Dança de Setúbal_1

A docente considera que Histórias de Mábi é uma “peça dinâmica, divertida”, que vai permitir aos espetadores fazer uma “viagem aos tempos infantis”, sendo “tudo colorido e não existindo grandes dificuldades”. Marina Sacramento entende que as pessoas devem ir assistir a este espetáculo, porque “vão estar perto de um mundo imaginário”, onde “tudo é possível” e “nada vai ser impedido para a concretização da viagem ao mundo da fantasia”.

A também membro da direção pedagógica da ADCS refere que Histórias de Mábi envolve diferentes sentidos, estando presente em toda a peça “ a musica e o vídeo”, bem como a “coreografia e os figurinos” criam todo um clima de “harmonia”. Marina Sacramento sublinha que este é um “espetáculo com excelente nível”, que traz uma “boa lembrança” e que transporta de uma forma sublime “a fantasia para a realidade”.

A professora de dança moderna deseja que este seja um espetáculo com “casa cheia”, em que vão estar em palco “18 alunos do curso de formação de bailarinos da academia”. Marina Sacramento tem como próximo desafio a “aula pública”, que consiste numa “peça que envolve toda a escola”, em que os “alunos vão apresentar um espetáculo desenvolvido ao longo do ano letivo em cada disciplina”, sendo que vão “apresentar excertos de cada uma delas”.

Outro desafio apontado pela professora é um projeto que a “ADCS tem em parceria com a Academia Luísa Todi” e “outras entidades”, em que “vão no próximo dia nove de junho criar um evento na praça do Bocage”, onde vão “juntar as duas academias, uma com a vertente da música e outra com a vertente da dança”. Marina Sacramento avança que alguns dos ingredientes que sustentam uma academia de dança são o “empenho, a dedicação” e a “boa vontade de cada elemento da escola”.

A representante da direção lamenta que o “Estado se tenha demitido do dever de apoiar a cultura”, uma vez que “o apoio que dá não é suficiente”. Marina Sacramento reconhece que “falta investir mais no ensino profissional”, criando “oportunidades” e “condições para quem queira trabalhar nesta área”.

O elemento da direção da ADCS salienta que apesar dos “apoios do Ministério da Educação” e da “Câmara Municipal de Setúbal”, que é quem está a apoiar o espetáculo Histórias de Mábi, os apoios continuam “a não ser suficientes”, estando a direção da ADCS “constantemente à procura de outras formas de financiamento”, ansiando que surja “um mecenas que se encante com o trabalho da academia” e que resolva “dar um bom apoio”, que permita custear algumas despesas.

A também responsável pelos figurinos adianta que outro problema que se coloca, para além do financeiro, é a “mudança de instalações”, uma vez que a “zona” onde se localiza a academia “tem poucas ofertas escolares”, sendo também uma “zona que fica um pouco fora de mão”. Marina Sacramento acrescenta que é necessário “dinamizar a escola”, mas para isso precisam de “mais espaço” e de “instalações mais modernas”.