Os Deputados socialistas aguardam com expetativa a operacionalização do objetivo específico inscrito no PO Lisboa 2020 que visa “aumentar a capacidade de resposta da rede de serviços hospitalares aos novos desafios epidemiológicos e demográficas”.

De facto, depois do périplo pelos hospitais do distrito de Setúbal, mais recentemente pelos da Península de Setúbal, os deputados eleitos pelo PS  constataram que nestes um dos principais problemas prende-se com a necessidade de substituição e aquisição de equipamentos tecnológicos fundamentais ao funcionamento de unidades do Serviço  Nacional de Saúde. Aliás, o objetivo referido no Programa Operacional destina-se a “ações que visem melhorar a qualidade de diagnóstico e tratamento de unidades hospitalares” o que corresponde à resposta adequada à constatação que os eleitos socialistas destacam.

“A necessidade de investimento em equipamentos de diagnóstico e terapêutica, “nomeadamente nas áreas da oncologia, cardiologia e oftalmologia”, para os Hospitais,  terá, tudo indica, resposta nas candidaturas ao PO que venham a ser aprovadas com a possibilidade de comparticipação de 50%”, refere a deputada Eurídice Pereira , membro da Comissão Parlamentar de Saúde. ”É obviamente uma muito boa notícia. Do pacote previsto de 30 milhões de euros, a canalizar para a  chamada Região de Lisboa, que  incluiu o território da Península de Setúbal, nas reuniões que desenvolvemos apurámos que 22 milhões e meio destinam-se a Cuidados de Saúde Hospitalares e os restantes 7 milhões e meio, a Cuidados de Saúde Primários.”, esclarece a Coordenadora Regional dos eleitos socialistas.

Se as candidaturas ao PO para os Cuidados de Saúde estão abertas até dia 31 de Outubro, a publicação do Aviso para as candidaturas aos Cuidados de Saúde Hospitalares permite que os Centros Hospitalares de Barreiro/Montijo e de Setúbal e o Hospital Garcia de Orta obtenham fonte para parte do financiamento a investimentos que visam  colmatar as “necessidades de equipamentos de diagnóstico e terapêutica” fundamentais à boa qualidade de prestação dos serviços de saúde.

Segundo os deputados “ nos últimos anos, mais concretamente na governação PSD/CDS, houve rutura de investimento na área hospitalar e obviamente que  se acumularam situações com necessidade de resposta urgente. Não estamos a falar de investimento megalómano, estamos, sim, a referirmo-nos a investimento fisiológico, ao que é absolutamente imprescindível. Como referiu o Sr Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes , “o SNS é um corpo vivo que necessita ser alimentado e deixou de ser”. Esta solução de financiamento é simultaneamente uma boa notícia e a concretização da esperança”