O presidente da Câmara Municipal do Barreiro confirma que “está decidido” que o novo terminal de contentores “vai ser no Barreiro”, salvo se “os estudos que se estão a desenvolver disserem o contrário”. Carlos Humberto lembra que já foi apresentada “uma candidatura aos fundos comunitários em Bruxelas” e que está a ser “preparado o caderno de encargos para se lançar um concurso internacional”, para se “fazer o estudo de impacte ambiental e os estudos técnicos de construção”.

05-Barreiro-Visita Delegacao Uniao Europeia-Terminal Contentores22 (2)O edil esclarece que só depois serem realizados estes dois estudos é que podem “lançar o concurso para a concessão do porto”. Carlos Humberto considera que a localização do novo terminal de contentores no Barreiro vai dinamizar a “atividade económica” e consequentemente vai “criar postos de trabalho”.

O autarca acrescenta que o novo terminal de contentores vai também favorecer ao “desenvolvimento económico” e trazer alguns “contributos para resolver os problemas ambientais” e a “requalificação urbana do concelho e da cidade”. Carlos Humberto refere que as questões de “mobilidade e de acessibilidade” também podem ser minimizadas com a construção desta infra estrutura, que vai contribuir para “o desenvolvimento do município”.

O presidente da câmara do Barreiro entende que o novo terminal de contentores vai “dinamizar a economia local, regional e nacional”, uma vez que “para os transportes de mercadorias fluvial é indispensável que Portugal invista nas infra estruturas portuárias” e que “recolha os impactos positivos desse investimento”. Carlos Humberto sublinha que o investimento feito “não deve ser visto apenas como um aumento de atividade portuária”, mas sim como “uma plataforma multimodal no Barreiro”, com “atividade portuária, logística, industrial e tecnológica”, dentro do “território onde se situa o porto”, mas também nos “territórios anexos”.

O dirigente camarário lembra que no passado mês de março foi “aprovado na Assembleia Municipal do Barreiro uma moção em defesa da construção do terminal de contentores” no município e que a autarquia, a Administração do Porto de Lisboa (APL), a Baía do Tejo, as Estradas de Portugal e a Refer “vão realizar no concelho um conjunto de debates sobre o novo terminal de contentores”. Carlos Humberto frisa que a “esmagadora maioria do investimento”, que vai ser feito nesta infra estrutura portuária, vai-se realizar com “fundos privados”, sendo apenas utilizado “fundos nacionais para questões de acessibilidade do atual ao novo terminal”.