A Câmara Municipal do Seixal juntamente com outras organizações entregou uma “petição com cerca de oito mil assinaturas”, na Assembleia da República, como forma de “protesto e reivindicação por melhores equipamentos e serviços de saúde no município”, informa o presidente da autarquia. Joaquim Santos avalia a situação da saúde, do município que dirige, “de má” e em “estado de degradação”, uma vez que os munícipes há muito que anseiam pela “construção do hospital no concelho do Seixal”.

Hospital do Seixal_grande

O edil recorda que a petição que entregaram “vai ser enviada para a comissão parlamentar de saúde”, indo, posteriormente, os “deputados debater este assunto”. Para melhor esclarecer o que pretendem, a Câmara Municipal do Seixal “vai pedir uma reunião com os grupos parlamentares”, para que os “deputados conheçam, de forma pormenorizada, os fundamentos da petição”, nomeadamente as “propostas apresentadas para melhorar as condições de saúde da região”, adianta o presidente.

O autarca lembra que já “enviaram ofícios a pedir reuniões com tutela”, já se “deslocaram ao ministério da Saúde” e “convidaram o ministro para o Natal do Hospital”, que realizam todos os anos e já “fizeram uma concentração em frente ao ministério, não tendo até ao momento recebido qualquer resposta das várias tentativas que fizeram”. Joaquim Santos considera que “a ausência de diálogo por parte da tutela é uma falta de respeito para com os autarcas de Almada, Seixal e Sesimbra não sendo esta postura compatível com a democracia do 25 de Abril”.

O presidente da câmara do Seixal informa que também “solicitou uma reunião com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT)” com o objectivo de “pedir esclarecimentos” sobre a notícia que foi publicada num semanário a dizer que apenas “vão ser construídos novos centros de saúde na margem norte, não estando programado nenhum para a margem sul”, tendo sido já informado que “só vai ser possível agendar a reunião para Janeiro ou Fevereiro”. O edil acrescenta que a autarquia “cedeu”, há muitos anos, “dois terrenos para a construção de um centro de saúde em Corroios” e “outro nos Foros de Amora”, estando até ao momento a “aguardar a construção destes equipamentos”.

Joaquim Santos refere que já se “justifica um novo equipamento de saúde no concelho”, visto que o “número de habitantes cresceu” e a “população paga cada vez mais impostos” e tem cada vez “menos condições de saúde”, uma vez que existem “cerca de 41 mil utentes sem médico de família em todo o município”. Para agravar esta situação foram “fechados alguns Serviços de Apoio Permanente dos Centros de Saúde (SAP)”, os “horários das unidades de saúde são cada vez mais reduzidos”, nomeadamente aos “fins-de-semana que estão abertos apenas até às 16h” e o “tempo médio de espera nas urgências do HGO é de 13 horas”, sublinha o autarca.

O edil lamenta a “ausência da construção do hospital no concelho”, visto que o “anterior Governo”, após um “estudo realizado em 2009, concluiu que devido à sobrelotação do HGO a alternativa mais viável” e “barata seria a construção de um hospital complementar ao de Almada, no município do Seixal”. O presidente da autarquia garante que “não vão baixar os braços” e que a “luta vai continuar até conseguirem melhores condições de saúde para os munícipes”.