A ministra das Finanças vê o futuro da região de Setúbal “bem mais risonho que no início da legislatura”. Maria Luís Albuquerque lembra que “não estão ultrapassados todos os desafios, nem corrigidos todos os desequilíbrios” e “desigualdades”, mas considera que “os resultados” alcançados “encorajam a prosseguir”, beneficiando já dos “efeitos positivos do esforço passado”.

A governante entende que 2015 vai ser um ano com “boas notícias” para os portugueses, uma vez que há “aceleração do crescimento económico, recuperação do rendimento para muitas famílias portuguesas, redução do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS)” e a “tendência para a diminuição do desemprego”. Maria Luís Albuquerque realça que “os resultados positivos da economia” e das “contas públicas traduzem-se em benefícios para todo o país”, nomeadamente para o distrito de Setúbal, que vai “usufruir da recuperação do emprego e da procura”, assim como da “dinâmica das exportações para a qual tem contribuído decisivamente a capacidade das empresas e dos empresários do distrito”.

Desempregados no Distrito em Dezembro de 2014
Desempregados no Distrito em Novembro de 2014
Desempregados no Distrito em Outubro de 2014

"Nós garantimos que ninguém ficará de fora no acesso aos cuidados de saúde e à educação por falta de recursos financeiros, mas para isso temos de gerir de forma mais eficiente os nossos recursos. Temos objectivos para a próxima década, para nos tirar da situação de caos financeiro, social e de desemprego em que caímos. O que propomos é trabalhar, aplicar o nosso programa que é coerente, completo, detalhado, bem articulado e dar o exemplo. É muito importante que as pessoas percebam que nós damos o exemplo e começamos logo pelo Governo, com menos ministros, menos secretários de estado, menos assessores. O governo do PSD vai fazer mais, gastando menos."

A também eleita pelo distrito de Setúbal reforça esta ideia defendendo que o desenvolvimento do distrito de Setúbal, bem como de todo o país, “deve assentar no reforço da competitividade a partir do potencial produtivo gerado pelos recursos do distrito”, como “a capacidade demonstrada dos empresários, a componente exportadora, a localização geográfica” e “os recursos humanos”. Maria Luís Albuquerque sublinha que o modelo de desenvolvimento que o Governo defende para o país “assenta na criação de condições para o aumento da competitividade” e de “um ambiente favorável ao investimento privado, nacional e estrangeiro”.

Exportações do Distrito no total nacional, 2013

Aumento da carga contentorizada nos portos do Distrito, 2013

Produção de vinho na região vitivinícola da Península de Setúbal, 2013

Fabricação Automóvel na concentração do volume de negócios, 2012

O membro do poder executivo considera também que os autarcas “desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de qualquer região”, visto que “lhes cabe a responsabilidade de políticas de proximidade” e “dispõem de autonomia em múltiplas decisões de obtenção de receita” e “realização de despesa”. Maria Luís Albuquerque acrescenta que as opções feitas pelas câmaras municipais “têm um impacto decisivo no desenvolvimento dos seus territórios”, bem como a “capacidade que têm para promover o crescimento dependem das atuais políticas” e da “situação que herdaram de executivos anteriores”.

Confrontada com a questão se o Partido Social-Democrata (PSD) admite coligações com o Partido Socialista (PS) em futuras eleições autárquicas, de modo a conquistar o poder do distrito de Setúbal, onde nunca governaram uma câmara, Maria Luís Albuquerque informa que “não desempenha no Governo” ou no “PSD funções que a habilitem a tomar posição sobre esta matéria”. Contudo, a responsável pelo ministério das Finanças adianta que os resultados autárquicos do PSD “merecem sempre reflexão e correção de estratégias futuras”, sendo “as escolhas dos leitores sempre legítimas”.

Nuno Canta, Presidente da Câmara do Montijo, acerca de uma potencial coligação PS-PSD

Quanto às próximas eleições, a ministra não avança se está disponível para se candidatar novamente pelo distrito de Setúbal, remetendo esta decisão “em primeira linha ao presidente do PSD, que “vai decidi-la a seu tempo”. Maria Luís Albuquerque reconhece que apesar de, nas últimas eleições legislativas, ter sido cabeça de lista por Setúbal, ao longo do seu mandato “exerceu e exerce funções com empenho e dedicação” e “com a profunda convicção que o caminho que têm seguido é o que melhor serve os interesses dos portugueses”.

“Sei que ainda não há indicações da nacional do Partido sobre este tema, no entanto não posso deixar de enaltecer as qualidades humanas e políticas da actual ministra das Finanças, cuja competência é reconhecida por todos, e que apesar de ter sempre uma agenda sobrecarregada nunca deixou de acompanhar as questões da região”

Bruno Vitorino, presidente da Distrital de Setúbal do PSD.

Autoria e coordenação: José Luís Andrade

Edição: Pedro Brinca

Redação: Marlene Brito

Apoio: Natacha Pinto e José Mendes

Fotografias: Direitos Reservados