Isabel do Carmo, Médica e cabeça de lista do Livre/Tempo de Avançar pelo círculo eleitoral de Setúbal em vídeo Click To Tweet

Nas respostas escritas o número dois da lista da candidatura cidadã Livre/Tempo de Avançar para as próximas eleições legislativas, pelo círculo eleitoral de Setúbal, adianta que pretendem combater “a desigualdade”, com o “reforço fiscal que promove uma repartição mais justa dos rendimentos”, a “precariedade”, com o “aumento do salário mínimo” e a “criação de um novo estatuto para proteger os trabalhadores independentes” e a “pobreza”, com um “programa estratégico de redução da pobreza infantil”. Renato Carmo acrescenta que ambicionam ainda minimizar o “desendividamento”, com a “constituição de um fundo de resgate financiado por contribuições das instituições financeiras”, a quem “incumbe negociar” e “comprar créditos de pessoas e pequenas empresas aos seus credores”.


Isabel do Carmo, Livre/Tempo de Avançar: “O voto à esquerda do Partido Socialista é um voto útil” Click To Tweet

O candidato do partido Livre/Tempo de Avançar, pelo círculo eleitoral de Setúbal considera que para promover as potencialidades do distrito é “importante dar voz às pessoas”, devendo o deputado eleito “manter um contacto regular com as populações”. Renato Carmo lembra que cabe também ao deputado “apresentar propostas bem concebidas” e com “capacidade para convencer os diversos grupos parlamentares” sobre a sua “pertinência” e “necessidade para o desenvolvimento da região”.



O também membro da comissão coordenadora da candidatura cidadã Livre/Tempo de Avançar entende que para se conduzir o distrito de Setúbal ao desenvolvimento é necessário “apostar numa reindustrialização sustentável” que “diversifique os ramos de atividade” e “mobilize as potencialidades da região”, nomeadamente a “sua localização geográfica, os seus recursos endógenos, as infraestruturas disponíveis” e o “valor das pessoas”. Renato Carmo acredita que a região tem uma “imensa potencialidade resultante da sua situação geográfica estratégica” e da “riqueza em recursos naturais e paisagísticos”.



O dirigente do Livre/Tempo de Avançar ressalta que “cabe à política e aos políticos estarem ao nível da exigência do seu mandato democrático” e “fazerem o possível e até o impossível para estarem à altura da confiança dos seus concidadãos”. Renato Carmo assegura que as potencialidades do distrito de Setúbal “não têm sido devidamente aproveitadas”, havendo ainda “muito a fazer em áreas estratégicas”, como, por exemplo, “a preservação dos recursos naturais e o turismo”.


livre


O elemento da candidatura cidadã Livre/Tempo de Avançar refere que a “região tem recursos naturais fabulosos” e “paisagens únicas que urge preservar numa ótica de sustentabilidade” e “não de mera conservação”, sendo o caso “mais paradigmático a Serra da Arrábida”, contudo “não é o único”. Renato Carmo recorda que o “estuário do Sado é um exemplo extraordinário de uma reserva que urge preservar”, mas que, ao mesmo tempo, “apresenta um potencial turístico de qualidade no qual convém investir”.



O número dois pelo círculo eleitoral de Setúbal considera que uma das prioridades fundamentais na região é o “reforço da escolarização” e o “combate ao abandono escolar”, sendo em paralelo necessário “políticas de emprego direcionadas para as necessidades do distrito”. Renato Carmo afirma que o “desemprego jovem e de longa duração são problemas nacionais”, mas que devem ter “respostas de âmbito regional”, designadamente na “revitalização das economias locais”.

O representante do Livre/Tempo de Avançar defende que o distrito de Setúbal necessita de um “plano de reindustrialização sustentável” que aposte em “sectores diferenciados que não reproduzam o modelo de baixo valor acrescentado baseado no emprego de mão de obra pouco qualificada”. Quanto à saúde, Renato Carmo garante que é necessário “contratar médicos de família e enfermeiros onde eles faltem”e investir numa “reorganização de serviços de proximidade a partir da instituição de comunidades locais de saúde”, devendo estas “deter autonomia na gestão dos recursos, na definição de programas locais de saúde” e no “ajustamento das normas de funcionamento às necessidades e expetativas dos contextos locais”.



O membro da direção do partido defende ainda que no distrito de Setúbal deve haver o “reforço dos transportes públicos” e a “reversão da delegação de competências da gestão dos serviços de transportes de passageiros para os concessionários privados”. Renato Carmo reforça que a “administração central”, em conjunto com a “Área Metropolitana e as comunidades intermunicipais devem assumir o papel regulador na estipulação da redução das tarifas, das modalidades de passe social, dos trajetos e ligações que assegurem a melhor acessibilidade das populações”, em particular, “as residentes em territórios mais periféricos e rurais do distrito”.


Isabel do Carmo do Livre/Tempo de Avançar: “É prioritário acabar com a desgraça que este governo tem feito” Click To Tweet

O elemento da comissão coordenadora da candidatura cidadã deixa uma crítica “às políticas levadas a cabo pelo atual governo” e “pelos anteriores que provocaram um impacto considerável no aumento do desemprego, da pobreza, da precariedade” e do “endividamento das famílias e das empresas”. Renato Carmo lembra que há “diagnósticos sérios que demonstram que Portugal conheceu um retrocesso social e civilizacional” que embateu principalmente sobre a “população trabalhadora”, sendo o distrito de Setúbal “uma terra de trabalho onde reside parte importante da mão de obra que trabalha na zona de Lisboa”, e esse impacto deu-se de forma “muito saliente na destruição de emprego e no aumento do desemprego”.



A plataforma Livre/Tempo de Avançar vai-se candidatar às próximas eleições legislativas com o apoio do Partido Operário de Unidade Socialista (POUS). O POUS considera que esta plataforma “apela para a união de todas as forças políticas” e de “cidadãos que partilhem a vontade de derrotar o governo do PSD/CDS, de eliminar a precariedade e o desemprego, de revogar a legislação anti-laboral, de impedir o processo de privatizações” e “preservar a escola pública, a saúde” e a “segurança social”.


Autoria e coordenação: José Luís Andrade

Redação: Marlene Brito

Video e som: Francisco Matias e José Luís Andrade

Apoio: Instituto Politécnico de Setúbal