Joana Mortágua do BE considera necessário colocar “um ponto final às políticas de austeridade” Click To Tweet

A cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) pelo círculo eleitoral de Setúbal defende que para se conduzir o distrito de Setúbal ao desenvolvimento é necessário “pôr um ponto final às políticas de austeridade” e “utilizar os recursos a favor da capacidade produtiva” e da “criação de emprego”. Joana Mortágua adianta que é preciso “apostar num futuro com direitos num distrito onde haja emprego, qualidade de vida” e de onde “os jovens não tenham de emigrar”.



A candidata do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral de Setúbal avança que, caso seja eleita, é necessário “fazer um combate destemido à lógica de austeridade”, acrescentando que “sem quebrar esta política de empobrecimento não se vai poder melhorar o país”. Joana Mortágua reconhece que “há propostas concretas que têm de ser feitas no Parlamento” e os “partidos devem assumir se as defendem” ou se “votam contra elas”, como a “construção do hospital do Seixal” e a “criação de uma rede de cuidados primários que resolva de uma vez por todas o problema da saúde no distrito”.



O elemento da comissão permanente do Bloco de Esquerda sublinha que é preciso “voltar a trazer à discussão a inversão de privatizações, impedir a privatização da empresa Comboios de Portugal (CP) e da Transtejo/ Soflusa, não esquecendo que o Arsenal do Alfeite deve ser cem por cento público”. Joana Mortágua frisa que “não se pode deixar que os temas económicos impeçam de fazer propostas para resolver problemas ambientais graves que existem em vários locais do distrito, como na Arrábida”.


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A dirigente do Bloco de Esquerda garante que, caso seja eleita, “todas as propostas que defendam os direitos da população do distrito vão ser ouvidas, pensadas” e vão ter “espaço tanto no trabalho parlamentar como no terreno”. Joana Mortágua considera que “há mais por fazer agora do que havia antes deste Governo tomar posse”, sendo, antes de mais, “urgente recuperar o que foi roubado” e “devolver dignidade coletiva ao povo para que se possa fazer escolhas que são difíceis mais imprescindíveis para mudar de rumo”.




Logo_Bloco_de_EsquerdaO membro do bloco recorda que um dos problemas “graves” que afetam o distrito é a “elevada taxa de assassinatos de mulheres por violência doméstica”, sendo fundamental “combater este flagelo”. Joana Mortágua acredita que “para defender um dos sectores económicos que dá emprego no distrito” é necessário “alterar as leis que regulam a pesca para permitir ao país ter maior poder de decisão sobre os recursos e capturas”, sendo também “urgente cumprir a promessa de construir um porto de pesca na Trafaria”.



Quanto aos transportes, a cabeça de lista por Setúbal diz que “para além do combate aos interesses privados que dominam o sector”, tem-se vindo a “abandonar a ideia original de que o Metro Sul do Tejo pudesse ligar os concelhos de Almada, Seixal, Barreiro e Moita”, sendo este um “investimento necessário a essa área tão populosa do distrito que tem tantos problemas de mobilidade”.


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O elemento do BE lembra que “não há caminhos fáceis”, mas é “sempre melhor enfrentar as dificuldades sabendo que está-se a construir um futuro melhor” do que “aceitar a pobreza como destino”. Joana Mortágua acrescenta que “para quem não aceita ver o país a ser destruído e vendido a retalho, o Bloco de Esquerda propõe uma alternativa para mudar o futuro”.



A bloquista sublinha que o distrito tem de “conseguir compatibilizar duas potencialidades”, por um lado deve dinamizar o “património natural que, de Sines a Almada, tem enormes potencialidades”. Contudo, Joana Mortágua esclarece que “não se deve cair no erro de achar que o turismo vai ser a solução de todos os problemas”, pois este deve “ser pensado de forma estratégica para não levar à delapidação dos recursos naturais”, uma vez que “há várias atividades económicas que podem ser potencializadas a partir dos recursos naturais que não prejudicam a sua sustentabilidade”.



Por outro lado, a dirigente do BE refere que “não se pode esquecer que sempre existiu uma vocação para a fixação de indústria”, nomeadamente “indústria pesada e naval, que não pode ser abandonada”. Joana Mortágua recorda que “defender as populações também cria emprego”.


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O membro do bloco realça que “o desenvolvimento dos serviços públicos” e das “respostas sociais”, assim como a “reabilitação urbana, o melhoramento de infraestruturas” e a “ampliação da rede de transportes são medidas urgentes que também desenvolvem a economia”. Joana Mortágua entende que Setúbal é um distrito com “magníficas capacidades naturais e geográficas”, com “condições de desenvolvimento de infrestruturas” e de “produção em sectores económicos estratégicos para o país, inclusive em indústria de ponta”.


Autoria e coordenação: José Luís Andrade

Redação: Marlene Brito

Video e som: José Luís Andrade e Pedro Soares

Apoio: Instituto Politécnico de Setúbal