Cristina Rodrigues, cabeça de lista do PAN: “é preciso potencializar as características que o distrito tem” Click To Tweet

A cabeça de lista do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), pelo círculo eleitoral de Setúbal, garante que, caso seja eleita, “é preciso potencializar as características que o distrito tem”, de que são exemplo “o património natural e cultural” e a “proximidade à capital”, que o torna de “fácil acesso a turistas nacionais e estrangeiros”. Cristina Rodrigues refere que ao “fomentar o turismo sustentável” e os “eventos culturais de referência” está-se a “fazer a região prosperar”.



A candidata da PAN para as próximas eleições legislativas, pelo círculo eleitoral de Setúbal, acrescenta que é necessário “potenciar a atividade agrícola através do uso de práticas sustentáveis” e da “valorização das variedades vegetais tradicionais”. Cristina Rodrigues adianta que no futuro, com o PAN, vê um distrito de Setúbal “próspero, seguro, com oferta de emprego, com espaços saudáveis, com uma zona urbana revitalizada, com uma oferta turística aliciante” e “cidadãos mais felizes”.



A também jurista da PAN avança que para minimizar os problemas da região é preciso “trabalhar em conjunto com o poder local” e com “as populações para traçar um plano de desenvolvimento”, que assente no “investimento em alternativas que promovam a sustentabilidade, a qualidade de vida das populações” e o “respeito pelos animais não humanos”. Cristina Rodrigues entende ainda que é determinante “aprovar no Parlamento medidas de âmbito nacional que promovam ambientes” e “vidas mais saudáveis para todos”.



A cabeça de lista refere que para conduzir o distrito de Setúbal ao desenvolvimento torna-se fundamental “repensar o conceito de desenvolvimento”, pois o “modelo que se tem seguido tem conduzido ao acentuar das desigualdades sociais”, como pelo “aumento da pobreza” e pelo “fecho de inúmeras empresas”. Cristina Rodrigues revela que para se iniciar o caminho rumo ao desenvolvimento é preciso “mudar de indicadores”, trocar a análise “meramente analítica” e “simplista do Produto Interno Bruto (PIB)” por “indicadores complexos” e com “mais variáveis psico-sociais”, como “a Felicidade Interna Bruta (FIB)” e o “Indicador do Progresso Genuíno (IPG)”.



A advogada esclarece que se for tido em conta esta “forma mais completa de avaliar” o desenvolvimento, pode-se “saber melhor se o caminho que se está a seguir é o mais correto para a maioria das pessoas” e “não apenas para a minoria que detém o poder económico”. Cristina Rodrigues assegura que este é um “passo inicial importante, a que se vão seguir muitos outros”, como acontece em “todas as grandes caminhadas”.


Cristina Rodrigues (PAN) explica o que é “a Felicidade Interna Bruta (FIB)” Click To Tweet

O elemento da PAN considera que as potencialidades do distrito “infelizmente não têm sido aproveitadas”, afirmando que “houve retrocessos nos últimos anos”, nomeadamente com “a falta de apoios”, que “acabou com o Festroia”, que era uma “referência cultural da região”. Cristina Rodrigues lembra que há “vários espaços industriais ao abandono”, que “podiam e deveriam ser recuperados” e sugere que se podia seguir o exemplo do “Lx Factory, em Lisboa”, onde uma “fábrica abandonada deu lugar a um novo espaço de lazer na cidade”, com “comércio, com empresas” e “restauração”.

A candidata pelo círculo eleitoral de Setúbal destaca como um dos problemas da região a “falta de investimento, a falta de vontade política em concretizar projetos que valorizem o distrito” e que o “pensem sem ser em função da capital”. Cristina Rodrigues sublinha que distrito de Setúbal “precisa de deixar de ser visto como um deserto” ou como uma “zona meramente suburbana”, tendo “muito mais para oferecer”.



O membro do partido Pessoas-Animais-Natureza considera ainda que os principais problemas do distrito de Setúbal são o desemprego, os transportes públicos e a saúde. No que diz respeito ao desemprego, Cristina Rodrigues, admite que este é o “principal problema”, uma vez que “grande parte das pessoas que residem no distrito trabalham fora do mesmo”, designadamente “em Lisboa”, o que lhes “retira qualidade de vida”, pois “perdem tempo precioso em viagens pendulares”.


“houve retrocessos nos últimos anos” - Cristina Rodrigues, PAN Click To Tweet

panA cabeça de lista salienta que é “preciso criar oportunidade de emprego em áreas” como o “(eco)turismo, a agricultura biológica” e as “energias
renováveis”
, que aproveitam as “mais-valias do distrito” e “fixem as pessoas no local onde vivem”. Quanto aos transportes, Cristina Rodrigues esclarece que os “transportes existentes foram feitos em função da capital”, sendo “muito mais rápido ir do Seixal para Lisboa, do que do Seixal para o Barreiro”. Como tal, a “falta de transportes públicos acaba por limitar os cidadãos no acesso ao emprego” e a “outros serviços que possam existir na região”, diz a jurista da PAN.

Em relação à saúde, Cristina Rodrigues lamenta o facto de os “hospitais do distrito terem cada vez menos capacidade para responder a todas as necessidades da população”. A candidata da PAN afirma que por este motivo “defendem que se deve avançar com a construção do hospital do Seixal”, mas com uma particularidade “esta unidade hospitalar pública deve incluir um hospital público veterinário, no mesmo complexo”, mas “não nas mesmas instalações”, de modo a “permitir que se trabalhe num projeto que inclua os animais não humanos na vida dos pacientes”, melhorando assim a “qualidade de vida tanto dos animais como das pessoas”.



Cristina Rodrigues reconhece que na região também há aspetos positivos, como o “turismo rural e de natureza”, aquele de “pequena dimensão que se torna mais acolhedor para quem dele desfruta”, tem sido uma “aposta crescente no Litoral Alentejano”.

Autoria e coordenação: José Luís Andrade

Redação: Marlene Brito

Video e som: Pedro Soares e Francisco Matias (Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal)

Fotografia: José Luís Andrade

Apoio: Instituto Politécnico de Setúbal