Sampaio da Nóvoa foi o segundo candidato mais votado no distrito, com 29,71% dos votos, Marisa Matias a terceira, com 12,97%, Edgar Silva o quarto, com 9,5%, e Maria de Belém a quinta, com 4,26%

Marcelo Rebelo de Sousa venceu as Eleições Presidenciais de domingo no distrito de Setúbal, mas com uma percentagem menos expressiva que a nível nacional (37,89% no distrito contra os 51,99% nacionais). Os resultados nacionais deram, assim, a vitória a Marcelo Rebelo de Sousa logo à primeira volta, mas os eleitores do distrito queriam a realização de uma segunda volta.

O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP, Marcelo Rebelo de Sousa, venceu na maioria dos concelhos do distrito, à excepção de Alcácer do Sal, Barreiro, Grândola e Moita, onde o vencedor foi Sampaio da Nóvoa, candidato apoiado por várias personalidades socialistas. Marcelo Rebelo de Sousa obteve as percentagens de votos mais expressivas nos concelhos de Montijo (45,36%), Alcochete (42%) e Sesimbra (41,94%).

Seguindo a tendência nacional, Sampaio da Nóvoa foi o segundo candidato mais votado no distrito, com 29,71% dos votos. Nos concelhos de Alcácer do Sal, Barreiro, Grândola e Moita, foi mesmo o vencedor, com 35,59%, 33,93%, 31,86% e 29,71% dos votos, respectivamente, tendo ficado em segundo lugar nos restantes nove concelhos.

Tal como a nível nacional, a candidata apoiada pelo BE, Marisa Matias, destacou-se também no distrito, onde foi, igualmente, a terceira mais votada, com 12,97% dos votos. Marisa Matias ultrapassou o candidato apoiado pela CDU, Edgar Silva, em grande parte dos concelhos do distrito, nomeadamente, em Alcochete, Almada, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Sines.

BE relega CDU para quarto lugar

Num distrito onde a CDU tem, habitualmente, um peso relevante na votação, nos vários actos eleitorais, um dos destaques das Presidenciais 2016 vai, precisamente, para a perda de terreno desta força partidária, com Edgar Silva em quarto lugar, a conquistar 9,5% dos votos e a ultrapassar Marisa Matias apenas nos concelhos de Alcácer do Sal, Barreiro, Grândola, Moita e Santiago do Cacém.

Maria de Belém, candidata apoiada por algumas personalidades do PS, foi a quinta mais votada no total do distrito, com 4,26% dos votos, e em todos os concelhos, com percentagens de voto na casa dos 4%.

Quanto aos restantes candidatos, Vitorino Silva obteve 2,32% dos votos no distrito, Paulo de Morais 2,3%, Henrique Neto 0,64%, Jorge Sequeira 0,24% e Cândido Ferreira 0,18%.

O distrito continua a registar um elevado nível de abstenção (49,83%), havendo mesmo concelhos que ultrapassaram os 50% de abstenção, nomeadamente, Sines, com 54,07%, Sesimbra, com 52,1%, Moita, com 51,4%, e Palmela, com 50,79%.

Nas Eleições Presidenciais de 2011, também o candidato apoiado pelo PSD, Cavaco Silva, venceu as eleições no distrito, com 37,14% dos votos, e o candidato apoiado pelo PS, Manuel Alegre, ficou em segundo lugar, com 23,3% dos votos. Na altura, o candidato apoiado pela CDU, Francisco Lopes, ficou em terceiro lugar, com 17,63% dos votos, tendo agora esta força partidária sido relegada pelo BE para quarto lugar no distrito. A abstenção foi, nestas eleições, menor que em 2011 (49,83% contra os 54,94% da altura).


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MARCELO REBELO DE SOUSA

Comentador que chegou a Presidente partilha “alegria” com todos

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou hoje querer partilhar com todos “a alegria” da sua eleição como Presidente da República, a partir da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, como gesto de reconhecimento pela instituição onde foi aluno e professor.

“É natural que queira a partir daqui partilhar com todos a alegria desta eleição e a responsabilidade do mandato que os portugueses acabam de me confiar. É um gesto simbólico de profundo reconhecimento para com esta faculdade”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa, 67 anos, foi eleito quinto Presidente da República portuguesa após o 25 de Abril de 1974. Aluno brilhante, professor catedrático, comentador televisivo, político, Marcelo Rebelo de Sousa chega a chefe de Estado, quase 20 anos depois de ter liderado o PSD.

Com dois filhos e cinco netos, Marcelo Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa a 12 de dezembro de 1948, filho de um médico e de uma assistente social e terminou o curso de Direito com 19 valores. O pai, Baltazar Rebelo de Sousa, foi ministro das Corporações e do Ultramar. O seu percurso no PSD também começou cedo. Militante desde 1974, ficou responsável pela implementação do então PPD no sul do país. Vinte anos depois, em 1996, no pós-cavaquismo, chegou à liderança do partido, cargo que ocupou durante três anos, saindo depois do fracasso da tentativa de reeditar a Aliança Democrática, com Paulo Portas no CDS-PP.


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SAMPAIO DA NÓVOA

“A partir de hoje Marcelo Rebelo de Sousa é o meu presidente”

O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa reconheceu a derrota nas eleições presidenciais e definiu Marcelo Rebelo de Sousa, o vencedor, como o seu presidente e o de todos os portugueses.

“A partir de hoje Marcelo Rebelo de Sousa é o meu presidente e o de todos os portugueses”, vincou Nóvoa numa declaração na sua sede de campanha, em Lisboa, onde assumiu a derrota. Nóvoa sublinhou o carácter positivo da sua campanha, afirmando que tentou apelar “à união contra fracturas e clivagens”, união para a qual diz agora querer continuar a contribuir.

“Também agora quero contribuir para esta união em torno do povo português, sem hesitações, sem reticências e com uma profunda convicção democrática”, declarou, assumindo a responsabilidade por não ter conseguido passar à segunda volta.

O antigo reitor frisou que o “pouco” que faltou para passar à segunda volta nas eleições de hoje é da sua “inteira responsabilidade”.

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MARISA MATIAS

“Há uma onda de esperança que está a crescer”

A candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, considerou que “há uma enorme onda de esperança que está a crescer”, assumindo que o objectivo da segunda volta falhou, mas que não foi na sua candidatura que correu mal.

Questionada sobre o porquê do falhanço de uma segunda volta nestas eleições presidenciais, Marisa Matias foi peremptória: “não foi nesta candidatura que correu mal”. Segundo a eurodeputada bloquista, “ficou claro que esta candidatura foi buscar votos a vários sectores”, da direita à esquerda, e também à abstenção.

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EDGAR SILVA

“Resultados ficam aquém do desejável”

O candidato presidencial Edgar Silva, apoiado pelo PCP, assumiu que o resultado eleitoral desejado ficou por alcançar, mas prometeu continuar a “sonhar coisas impossíveis” e um Portugal melhor, de “progresso e justiça social”.

“Os resultados obtidos ficam aquém do valor desejável e, no conjunto da votação que a minha/nossa candidatura obteve, é meu dever agradecer a cada um dos portugueses e portuguesas que confiou o seu voto. Como cada gota de água é uma enchente no mar largo da esperança e do futuro, cada voto nesta candidatura tem a dimensão de projecto e um sentido de intervenção histórica, é um compromisso que adquire mais força nesta nossa tarefa de mudar a vida”, afirmou.


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Fonte: Ministério da Administração Interna