Ricardo Saraiva, 35 anos, sargento da Guarda Nacional Republicana (GNR) no posto territorial da Charneca da Caparica, mora na Arrentela, concelho do Seixal, e também ciclista fazendo parte de um clube denominado Agência Avenida D’Helvética (amador), sito na Avenida da República, no Barreiro, emblema que tem ao seu serviço oito atletas. Uma vida de vai-vem certamente deste agente da autoridade que, recentemente, participou nas Voltas a Angola e S. Tomé e Príncipe. Junto do Diário da Região, Ricardo Saraiva falou sobre a vida, essencialmente na vertente desportiva.
 Exerce a sua profissão na Charneca da Caparica, mora na Arrentela (concelho do Seixal) e pertence a um clube de ciclismo do Barreiro. Como consegue conciliar a sua vida em torno de todas estas vertentes?
Tudo se torna fácil quando queremos e temos força de vontade para isso. Tem graça que muita gente me questiona sobre o mesmo. Não sou caso único, acreditem. Muitas vezes dou por mim a fazer contas de cabeça, a delinear o dia seguinte como será em termos de treino, profissão e família. Chego a sair de casa às 5h00 da manhã para treinar ainda nem o sol nasceu. Depois sigo directo de bicicleta para a Charneca da Caparica e após o final do horário de trabalho volto a pedalar para casa e, claro está, tenho tempo para a família. De inverno então é uma ginástica tremenda com os dias mais curtos dou por mim a treinar de noite, à chuva e frio mas sempre com um objectivo definido que é a evolução. É difícil sem dúvida alguma, mas como já disse, com bom planeamento, força de vontade e acima de tudo o apoio da família tudo se consegue e se torna mais fácil, pois seja em que momento for da nossa vida, um homem sem uma base forte por detrás não é nada e só posso agradecer à família que tenho que tem sido incansável no acompanhamento a todo o lado e paciência com este meu vicio que é o ciclismo. Já na minha actividade profissional conto com o apoio e ajuda dos meus colegas, e por vezes são eles que me ajudam com trocas para poder participar nas provas.
Porque e quando escolheu o ciclismo para prática desportiva?
O ciclismo surgiu na minha vida por intermédio de um amigo que me “espicaçou” um pouco a fazer algum desporto, no caso BTT. Faz agora em Novembro cinco anos, tinha eu 30 anos, quando comprei a minha primeira bicicleta. Uma fase da minha vida em que a balança chegou a apontar para os 98 kg e onde tive de dizer um “basta” e pôr “mãos à obra” e deixar a vida sedentária que levava onde o mais parecido com desporto que fazia era o caminhar do carro para a estação fluvial do Seixal e regresso. A primeira aventura com as bicicletas começou com uma ida da Arrentela à Fonte da Telha onde os cerca de 10 km de ida me fizeram quase ligar à minha esposa para me ir buscar, mas a insistência e persistência de um amigo fizeram-me voltar para casa a pedalar. Mas doeu e bem. Hoje em dia por hábito treino seis vezes por semana com uma média mensal de 1750 km, claro está conciliado com a vida familiar/profissional.