Quatro dias depois de vencer o Coruchense na Taça de Portugal, o Vitória estreia-se hoje (16horas) no reduto do Moreirense na presente edição da Taça da Liga. Consciente da importância que ambos os troféus têm para o clube, o treinador Quim Machado promete aplicação máxima para fazer jus à tradição sadina em ambas as provas. “Cheguei há pouco tempo e já vi que os vitorianos adoram tudo o que envolve as taças.

O Vitória entrará nos jogos das taças para ganhar”, sublinha o técnico manterá Ricardo na baliza e deverá apostar em François (em substituição de Frederico Venâncio) no eixo da defesa.

O Vitória faz hoje com o Moreirense o segundo de três jogos numa semana. Como gere esse situação?

É uma semana diferente por termos um jogo a meio, mas não altera muito a nossa forma de trabalhar. Não é por essa razão que estaremos menos preparados.

Que lugar ocupa a Taça da Liga na lista de prioridades da época?

Devemos dar importancia a todas as provas, mas é evidente que o campeonato é o principal objetivo. A Taça de Portugal e da Liga são duas competições que temos de respeitar para chamar público aos estádios. Nos últimos anos, a Taça da Liga tem sido uma prova só para cumprir calendário. O Vitória entrará nos jogos das taças para ganhar. O Vitória conquistou a Taça da Liga, em 2008, e os adeptos, tal como na Taça de Portugal, sentem carinho pela prova…

Cheguei há pouco tempo e já vi que os vitorianos adoram tudo o que envolve as taças. A mobilização dos adeptos em Coruche demonstra que levam a Taça de Portugal a sério, tal como a Taça da Liga por terem vencido logo a primeira edição. Como treinador, por tudo o que o Vitória já viveu, só tenho que pensar em chegar o mais longe possível, ou seja, às finais. Não posso fugir a uma responsabilidade que existe há anos. Se estivesse noutro clube se calhar não pensaria desta forma.

É desconfortável defrontar o mesmo adversário duas vezes seguidas no mesmo estádio?

Poderá trazer vantagens ou desvantagens, mas não vejo nisso um bicho de sete cabeças. São competições diferentes, mas o objectivo passar por conseguir a vitória em ambos. Primeiro é para a Taça e é um jogo que temos que resolver agora porque não temos segunda oportunidade. No campeonato, o empate ou a vitória são resltados positivos.

O Moreirense foi no fim-de-semana afastado da Taça de Portugal (3-2 com o Desp. Aves)… Sim, mas o Moreirense tem bons jogadores e há que ter muito respeito pelo adversário, que até teve tempo suficiente para preparar esta época porque conseguiu a permanência muito cedo. Fizemos o nosso trabalho de casa para chegar lá e eliminar o Moreirense. Queremos passar à fase de grupos.

Admite fazer mudanças no onze?

Com três jogos numa semana teremos de fazer alguma gestão. No sábado, jogámos em sintético e aperecem dores aos jogadores que talvez não surgissem se tivéssemos atuado em relva natural. Vamos ter de fazer, se calhar, mais do que uma ou duas alterações.

Ao contrário do que chegou a admitir antes do jogo com o Coruchense, Ricardo manteve a titulzaridade na baliza. Porquê?

Inicialmente pensei em trocar, mas depois reflecti melhor. Dar a responsabilidade a um jogador na Taça é diferente de dar a oportunidade numa partida do campeonato. Entendi que era melhor manter o Ricardo, que já estava a jogar.

E agora com o Moreirense?

Vai jogar o Ricardo.

E o Frederico Venâncio, que sofreu um choque de cabeça em Coruche?

Está em condições de ser utilizado. Tenho 24 horas para pensar se é melhor jogar ou descansar. Nestas situações é preciso ter algum cuidado. François substituiu Venâncio e até marcou um golo… Já disse ao François, em frente ao grupo, que é um jogador fantástico em termos de entrega e espírito de grupo. Teve o azar de jogar num jogo que nós perdemos (5-2 com o Marítimo), mas tenho muita confiança nele. Mostrou agora no jogo da Taça de Portugal que é um jogador com que podemos contar.