Depois de três empates consecutivos em Setúbal, Quim Machado, treinador do Vitória, confia que será desta que a equipa dará uma alegria aos adeptos no Bonfim. Na recepção de hoje (20h30) ao Estoril, o técnico, que tem no central Miguel Lourenço (lesionado) a única baixa, salienta a importância do “equilíbrio e da concentração”. Fã do futebol positivo, o timoneiro dos sadinos prefere vencer por 5-4 do que ganhar por 1-0. O importante, frisa, são os três pontos.

Depois dos empates a dois golos com Boavista, Rio Ave e V. Guimarães, aposta num 2-2 no jogo com o Estoril?

Não. Queremos e vamos fazer tudo para ganhar. Jogamos em casa e queremos dar uma alegria aos nossos adeptos. A melhor assistência que tivemos foi 3500 pessoas, queremos chegar às cinco mil em breve. Para chamarmos essas pessoas temos que ganhar. A responsabilidade é positiva. Transmito isso aos meus jogadores. Chegou o dia em que, forçosamente, vamos ter que ganhar.

O que o Estoril espera ter pela frente?

É um adversário difícil que, neste momento, atravessa um bom momento. Nós também estamos bem e a nossa equipa é forte. Temos apresentado um nível bastante elevado. Prevejo um jogo equilibrado, se calhar com uma maior vontade da nossa parte em querer ganhar. Vamos fazer tudo ao nosso alcance para somarmos os três pontos. Na palestra de hoje (ontem) disse à equipa que temos tudo para fazer uma grande época. Queremos muito esta vitória com o Estoril. Estamos focados nisso e não vamos abdicar de atacar. Temos um grupo fantástico com miúdos que vão dar muitas alegrias aos vitorianos. Estamos focados no presente e no futuro. Nunca olhamos para trás. É este o nosso caminho.

Espera ter um Vitória mais equilibrado em termos defensivos [segundo melhor ataque (12 golos) e segunda pior defesa (12)]?

Com o Nacional sofremos um golo precedido de falta sobre o Suk, mas a equipa mostrou segurança, personalidade e classe mesmo depois do 1-1. Mostrámos que estamos fortes também nesse sector. Tem-nos faltado uma pontinha de sorte. Não podemos negar que estamos a sofrer muitos golos. Estamos a trabalhar para fazermos um jogo com concentração e sem erros. Uma equipa que ataca e quer fazer golos, como nós, expõe-se muito mais e corre mais riscos de que outras equipas. Queremos alcançar o equilíbrio entre o atacar e o defender. É nesse sentido que estamos a trabalhar, mas não escondo que prefiro ganhar 5-4 do que 1-0.

O encontro do Bonfim coloca frente a frente dois dos melhores marcadores do campeonato:

Suk (cinco) e Leo Bonatini (quatro)… É um facto que o Bonatini está num bom momento de forma. Temos que ter cuidado não só com ele mas também com o colectivo. O Estoril também é uma equipa ofensiva. Mais do que nunca, vamos ter que estar atentos ao equilíbrio. São fortes na frente. É um facto que jogadores como Bonatini e Gerso podem desequilibrar.

Quando pensa que a equipa poderá atingir esse equilíbrio?

Queríamos que tivesse sido ontem. Sabemos qual é o nosso problema. Seria fácil de resolver se abdicássemos da nossa identidade. Se optássemos por uma postura mais defensiva em campo, resolvíamos o problema. No entanto, não abdico da minha forma de jogar, fazendo golos e dando espectáculo. Ou fazemos isso ou jogamos para o ponto. Sou contra esse tipo de jogo. Prefiro futebol ofensivo e é por isso que digo que prefiro ganhar 5-4 do que 1-0.

Fábio Pacheco cumpriu castigo. Vai regressar ao onze?

O Fábio é um líder, um jogador que gosta de ganhar e se entrega nos 90 minutos. Não vai jogar amanhã (hoje), mas é um jogador em quem confio. Desempenha várias funções no campo. Ficará no banco de suplentes.