O sonho de repetir esta época a presença na final da Taça da Liga, troféu ganho em 2007/08, chegou ontem ao fim para o Vitória. Na estreia na presente edição da prova, os comandados de Quim Machado não foram inferiores ao adversário, mas acabaram derrotados, por 1-0, pelo Moreirense com um golo apontado ao minuto 90. Rafael Martins, que em 2013/14 foi o melhor marcador dos sadinos, foi o autor do tento que eliminou os setubalenses.

Em nove partidas oficiais, o Vitória sofreu o seu segundo desaire da época, enquanto os cónegos, em igual número de partidas, triunfaram pela primeira vez graças ao golo do avançado brasileiro que entrou em campo à passagem do minuto 75. Com quatro minutos de tempo de compensação, o conjunto do Bonfim já não teve tempo para estabelecer a igualdade.

De forma a gerir a equipa, que realiza três jogos no espaço de uma semana, Quim Machado procedeu a algumas alterações no onze. François, Paulo Tavares, Fábio Pacheco, Ruca e Suk entraram, respectivamente, para os lugares de Frederico Venâncio,

Dani, Costinha, Arnold e André Claro, quinteto que foi titular no sábado no duelo da Taça de Portugal no reduto do Coruchense.

As mudanças não impediram o Vitória de entrar no jogo a construir lances de perigo, tendo até sido a primeira equipa a visar a baliza dos cónegos num livre direto cobrado por Nuno Pinto, aos 4 minutos. Aos 25’, foi a vez de Paulo Tavares e Rúben Semedo protagonizarem outro lance junto da baliza de Nilson. O médio cruzou e o central cabeceou ao lado do alvo.

Do lado dos anfitriões, que à passagem do minuto chegaram a beneficiar de três cantos consecutivos (nenhum deles criou perigo), Boateng foi o mais interventivo no primeiro tempo. Aos 28 e 45 minutos, respectivamente, o atacante cabeceou e rematou, à meia volta, com algum perigo para a baliza de Ricardo.

Após o intervalo, o jogo melhorou em termos de qualidade e o Vitória assumiu claro ascendente sobre o oponente. Depois do árbitro ter anulado um golo aos da casa – por posição irregular de André Fontes (48’) –, o Vitória dispôs da melhor oportunidade dos 90 minutos para marcar. O defesa brasileiro William Alves, aos 53 minutos, cabecou, depois de um livre cobrado por Nuno Pinto, ao poste da baliza do Moreirense.

O lance animou os setubalenses que continuavam a acercar-se com perigo da baliza dos nortenhos. Aos 63 minutos, o mexicano Uli Dávila, que aos 58 substituiu Vasco Costa, colocou à prova o guarda-redes Nilson, que correspondeu com uma defesa apertada. Aos 70’, o lateral-esquerdo Nuno Pinto, um dos mais activos no jogo, levou a bola a passar perto do ferro na sequência de um livre. O mesmo defesa (77’) assistiu William, mas o cabeceamento do central foi travado poor Nilson, numa altura em que Rafael Martins – entrou aos 75’ – já estava em campo.

Quando já parecia que a passagem à fase de grupos da Taça da Liga não se resolveria nos 90 minutos – decisão seria conhecida no desempate através da marca de grandes penalidades –, surgiu o lance que determinou o adeus do Vitória à competição. Depois de aos 81 miutos ter colocado o guardião Ricardo à prova, Rafael Martins aproveitou uma indecisão dos centrais sadinos para marcar e dar o triunfo à sua equipa.

Domingo, 16 horas, o Vitória regressa ao Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, para defrontar os locais em jogo da 8.ª jornada do campeonato. Desta vez, os homens comandados por Quim Machado esperam alcançar um desfecho mais positivo.