O autarca discutiu as preocupações que assolam o sector com Luís Medeiros Vieira. Valorização do arroz de origem lusa e diminuição de custos de produção foram temas debatidos

Os problemas que os produtores de arroz têm vindo a sentir foram apresentados, na passada quinta-feira, por Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, ao secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira.

Na reunião com o governante, o autarca, juntamente com três representantes da Aparroz – Agrupamento de Produtores de Arroz do Vale do Sado, colocou em cima da mesa várias questões que preocupam o sector. “A necessidade de valorização do arroz de origem portuguesa, particularmente nas variedades do arroz carolino e nas variedades do arroz agulha, já que os consumidores estão a ser prejudicados com o arroz importado de países extra comunitários”, foi, segundo a autarquia, um dos temas debatidos. A reunião destinou-se igualmente “a abordar a necessidade da diminuição do custo da água oriunda da barragem de Alqueva e fornecida pela EDIA, com um valor cinco vezes mais caro do que a água fornecida pela Associação de Regantes”, revela a edilidade. “Em anos de seca, os produtores de arroz tem de recorrer à água oriunda do Alqueva. Recorde-se que a cultura do arroz usa 12 a 15 mil litros de água por hectare.”

O custo dos factores de produção, nomeadamente sementes, adubos e fitofármacos, que são vendidos em Portugal pelas multinacionais cerca de 40% mais caros do que em Espanha ou Itália, o que provoca custos de produtos muito elevados, foi outra das preocupações apresentadas. A Aparroz, indica ainda a autarquia, “propôs a utilização de um mecanismo de importação paralela de modo a obrigar as multinacionais a baixarem os factores de produção”.

A reunião com o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação veio no seguimento de outras já realizadas com membros do Governo, tendo como objectivo minimizar alguns dos problemas dos produtores de arroz de Alcácer do Sal.