Os vereadores socialistas na Câmara Municipal de Palmela estão preocupados com o facto de, “nos jardins-de-infância geridos pelo município em que não há associações de pais, a componente de apoio à família cessar no início de julho”. A questão foi levantada pela vereadora do Partido Socialista (PS), Natividade Coelho, na última reunião de câmara. A vereadora alertou que a componente de apoio à família “não existe em julho e agosto e, nalguns casos, também na altura da Páscoa e do Natal”, o que “cria uma enorme desigualdade no território”.

Vereadores PS_encerramento jardins de infância

“Não há nenhuma família que consiga ter dez semanas de férias por ano e ainda férias na Páscoa e no Natal”, referiu. Natividade Coelho defendeu que “seria de encarar que, pelo menos em julho, progressivamente, fosse feita essa oferta”. O vereador com o pelouro da Educação, Adilo Costa, informou que existem no concelho 15 jardins-de-infância públicos, num total de 34 salas de atividade, com 36 educadoras e igual número de auxiliares, e que os jardins-de-infância “estão abertos até à primeira semana de julho”, já indo “além do calendário do 1.º ciclo”.

 “Compreendo a sua preocupação, mas não pode ser uma escola estar os 12 meses do ano aberta”, afirmou. Adilo Costa explicou que “tudo isto é monitorizado no final de cada ano letivo com o agrupamento, as educadoras, as coordenadoras e as associações de pais”. “Mentiria se dissesse que alguns pais não o pedem. Mas a generalidade dos pais não o pedem, porque já conhecem a situação e fazem a sua opção”, garantiu.

O vereador lembrou ainda que, em Olhos de Água, Vale da Vila e Lagoa do Calvo, o município iniciou um projeto de alargamento de horário, até às 19 horas, “com sucesso nuns lados e insucesso noutros”. “Esta questão merece uma constante monitorização. Não podemos partir de necessidades que podem ser ficcionais. Conhecemos as situações em que há solicitações e estamos atentos a algumas necessidades e foi por isso que, nalguns territórios educativos, têm ocorrido experiências de alargamento”, acrescentou o presidente da câmara, Álvaro Amaro.

O autarca defendeu que “a família tem que arranjar mais tempo para as suas crianças” e que “as escolas também têm que parar algum período, nem que seja para sofrerem obras de beneficiação e limpezas gerais”. “Procuraremos respostas em função das necessidades concretas e objetivas, se existirem, em cada agrupamento”, assegurou.