A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul (CUTMS) realiza amanhã, pelas 17h00, uma acção de protesto à porta da sede da Transportes Sul do Tejo (TST) para reivindicar melhores condições. A concentração servirá para reclamar da “degradação do serviço prestado pela empresa à população de Almada”, anunciou ontem a CUTMS, em comunicado.

“A mobilidade é um direito de que não prescindimos no nosso quotidiano e é uma absoluta necessidade para os trabalhadores e populações, não só de Almada. Este direito implica um serviço público de transportes de qualidade, eficiente, seguro, fiável e acessível, que desempenhe o seu papel como factor de coesão social e territorial”, salienta a comissão de utentes, considerando que “não é essa a realidade” a que se assiste em Almada.

“Esta empresa tem uma frota envelhecida, sem conforto, sem higiene, com constantes avarias e consequentes alterações nos horários e cortes de carreiras”, critica a comissão de utentes, que adianta ter recebido “queixas de falta de trabalhadores na manutenção e noutras áreas” da empresa.

Segundo os utentes, tudo isto tem contribuído para que “nos períodos da tarde, à noite e aos fins-de-semana” as carreiras tenham vindo “a ser suprimidas e a generalidade das populações de Almada estejam impedidas” de se movimentarem. “Acresce que, até nas horas de ponta, avolumam-se os constrangimentos e dificuldades no acesso aos transportes da responsabilidade da TST, devido às avarias resultantes do desinvestimento na manutenção e na renovação da frota de autocarros”, conclui a comissão de utentes.

Montijo é caso idêntico

A situação de protesto em relação à TST, recorde-se, não verifica apenas em Almada, já que no Montijo os utentes também têm vindo a manifestar-se por melhores condições. O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) do Montijo já levou recentemente a efeito uma acção de protesto por motivos idênticos.