O serviço de Urgência Básica do Hospital do Montijo está em perigo de vir a ser encerrado, depois de o ministro da Saúde do Governo cessante, Leal da Costa, ter emitido um despacho, publicado no passado dia 20, no qual deixa de fora dos pontos da rede de urgência a unidade hospitalar montijense. A situação motivou reacção pronta da parte do executivo camarário, que, na última quarta-feira, aprovou por unanimidade uma moção a tecer duras críticas ao despacho ministerial, que decreta o encerramento de 11 urgências no País e deixa em suspenso o serviço de Urgência Básica no Montijo, sujeito à decisão da Administração Regional de Saúde.

No documento, apresentado pelo PS – que foi acompanhado pela CDU e também pela bancada do PSD (depois de Maria das Mercês Borges ter pedido cinco minutos para reflectir antes da votação) –, a autarquia afirma que, com o referido despacho “o Governo do PSD e CDS-PP tem em vista, uma vez mais, o encerramento arbitrário de serviços hospitalares no Montijo, criando dificuldades no aceso aos cuidados de saúde em situações de urgência”. “O despacho é claro e, como tal, é fácil constatar que o Montijo irá ficar sem o serviço de Urgência Básica, obrigando os doentes urgentes a fazerem deslocações para o congestionado serviço de Urgência do Hospital do Barreiro”, pode ler-se na moção.

O texto que mereceu a anuência da oposição apresenta sete pontos, entre os quais a Câmara Municipal do Montijo deliberou “reafirmar o protocolo celebrado em 24 de Fevereiro de 2007 com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo”, bem como “exigir a imediata revogação do despacho n.º 13472/2015, de 20 de Novembro, da responsabilidade do ministro da Saúde do Governo PSD/CDS-PP”.

A CDU também apresentou uma moção idêntica, que acabou por ser rejeitada com os votos contra de PS e PSD.