O documento foi finalmente aprovado, após a retirada de 64 mil euros ao orçamento inicial, acordada entre a CDU e o PSD/CDS-PP

 

O orçamento da União de Freguesias de Setúbal para 2016, no valor de cerca de 1,4 milhões de euros, foi aprovado em assembleia de freguesia na terça-feira à noite, com os votos a favor da CDU e do BE e as abstenções do PS e da coligação PSD/CDS-PP, depois de ter sido retirado uma vez e chumbado por duas vezes pela oposição.

O presidente da união de freguesias, Rui Canas, refere que foram realizadas várias reuniões de trabalho entre a CDU e o PSD/CDS-PP para chegar a um entendimento, já que “o PS não quis reunir”. Uma das críticas da oposição, lembra, era a de que “o orçamento estava empolado”. Entre outras situações, o PSD/CDS-PP apontava o dedo à previsão de 64 mil euros de receitas a obter com as novas bancas que vão ser adjudicadas no Mercado da Lota (que vai entrar em obra brevemente), o aumento do valor das rendas actuais e o pagamento dos valores em dívida pelos actuais vendedores. Foi então acordada a retirada destes 64 mil euros do orçamento, que serão incluídos quando a receita se concretizar, através de uma revisão orçamental, explica o presidente. Já o PS, apesar de não ter participado nas reuniões, acabou por abster-se, pois “não quis ser visto como uma força de bloqueio”, acredita Rui Canas.

“Há um trabalho da junta que é reconhecido pela população e pelo movimento associativo e a oposição achou que era a altura certa para criar dificuldades. Mas o mais importante foi ter-se aprovado o orçamento, que vai possibilitar a continuação do trabalho, que a população, daqui a um ano e meio, vai avaliar se é bom ou não”, realça Rui Canas.

O presidente, tinha alertado recentemente para as “dificuldades” que a união de freguesias estava a sentir por ainda não ter o orçamento aprovado. Uma das situações prendia-se com o cumprimento das novas competências delegadas este ano pela Câmara Municipal de Setúbal no que respeita a limpeza, manutenção de espaços verdes, calçadas e pavimentos, toponímia e sinalização vertical, na área da antiga freguesia de Santa Maria, sem poder utilizar os 100 mil euros que o município disponibiliza à união de freguesias para este efeito.

Rui Canas mostrava-se também “preocupado” com um “conjunto de projectos e obras importantes” previstos para este ano, que ainda não puderam avançar. São exemplos a recuperação do Mercado da Lota, os Parques Lúdicos do Casal das Figueiras e da Quinta Alves da Silva, dois novos parques infantis ou a requalificação da Praceta Nunes de Almeida e da zona da Varzinha, obras que a união de freguesias pretende agora lançar o mais rapidamente possível.