O Vitória mantém vivo o sonho de marcar em 2015/16 a sua 11.ª presença na final da Taça de Portugal. O triunfo, por 0-1, alcançado ontem no Estádio Pina Manique, em Lisboa, diante do Casa Pia, colocou os sadinos nos oitavos-de-final da competição. O avançado Suk, três dias depois de ter regressao ao Bonfim após estar ao serviço da selecção A da Coreia do Sul, foi o autor do único golo da partida.

Mesmo a jogar toda a segunda parte com menos uma unidade em campo, devido à expulsão do lateral esquerdo Nuno Pinto, o Vitória nunca deixou de procurar o golo que lhe permitisse resolver a eliminatória nos 90 minutos. A recompensa chegou, ao minuto 71, altura em que Suk, na marcação de um livre direto, colocou um ponto final nas esperanças dos gansos em ser sensação na prova.

Sem fazer poupança de jogadores, a equipa de Quim Machado entrou melhor no jogo frente ao conjunto que milita no Campeonato de Portugal. Desde o primeiro minuto, os verdes e brancos impuseram o seu futebol e sempre com mais posse de bola. Os anfitriões, no entanto, deram uma boa réplica, facto que permitiu aos espectadores presenciarem uma primeira parte bem disputada e com ambas as formações a tentarem chegar ao golo.

O avançado André Claro, logo aos 5 minutos, surgiu isolado e obrigou o guarda-redes João Marreiros a uma defesa complicada para canto. O Casa Pia respondeu na sequência de um livre batido do lado direito. João Coito colocou a bola no interior na área, mas o central Nélson Graça cabeceou ao lado da baliza, à passagem do minuto 17, na melhor portunidade dos gansos no primeiro tempo.

Após o intervalo, a toada de jogo manteve-se, numa altura em que o Vitória já se encontrava reduzido a dez jogadores, devido à expulsão de Nuno Pinto, que foi admoestado com dois cartões amarelos no espaço de um minuto (44 e 45 minutos). Ainda assim, a equipa setubalense voltou a tomar conta do encontro, como se pedia a um conjunto da I Liga, e esteve sempre, apesar da inferoridade numérica, mais perto de marcar.

O Casa Pia não conseguiu aproveitar a vantagem numérica e não criou qualquer ocasião flagrante de golo no segundo tempo. O Vitória era a única equipa que tentava chegar à baliza com jogadas organizadas. Aos 71 minutos, os comandados de Quim Machado chegaram mesmo ao golo que lhe valeria a vitória. Suk, à entrada da área, bateu um livre direto colocadíssimo, não dando hipóteses de defesa ao guardião João Marreiros, colocando em festa as centenas de adeptos que se deslocaram de Setúbal à capital.